02/04/2003 09h33 – Atualizado em 02/04/2003 09h33
Dênes de Azevedo O juiz Márcio Alexandre Wust, da 1ª Vara de Rio Brilhante, determina hoje que a Secretária de Segurança Pública do Estado faça o despejo dos sem-terra da fazenda Santa Maria, localizada há 10 quilômetros do centro da cidade. O advogado Mário Julio Cerveira, espera que até no máximo terça-feira a tropa de choque da PM esteja no local para retirar os sem-terra da área. A fazenda, de 520 hectares, foi ocupada por 250 famílias de trabalhadores rurais sem-terra no dia 24 de março. Ontem, segundo Cerveira, novas famílias, cuja origem ainda não é sabida, chegaram ao local e montaram barracos. Até agora, conforme o advogado, os sem-terra já araram 2,5 hectares de terra e iniciaram o plantio de hortaliças. A área pertence ao espólio de José Cerveira, ex-prefeito de Dourados e está em fase de inventário. Está ocupada com pastagens e com animais bovinos, segundo Mário. Ele alega ainda possuir um laudo do Incra provando que a fazenda é produtiva. Este documento foi anexado ao pedido de reintegração de posse à justiça. O juiz concedeu a liminar autorizando a desocupação da fazenda, no dia 27 de março. Os sem-terra foram notificados na sexta-feira, mas alegaram que não iriam deixar a fazenda. Não se sabe ainda quais os reais motivos que levaram as famílias a ocupar a fazenda. A área é pequena para se fazer um assentamento. Um dos líderes dos sem-terra chegou a dizer que a ocupação foi realizada apenas para protestar contra a demora do governo em promover novos assentamentos. Quase 5 mil famílias estão acampadas nas margens das rodovias, em Mato Grosso do Sul, segundo o MST.





