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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Secretaria de Saúde descarta epidemia de conjuntivite em Mato Grosso

21/03/2003 09h23 – Atualizado em 21/03/2003 09h23

A Secretaria Estadual de Saúde destacou nesta sexta-feira a existência de um surto de conjuntivite em Mato Grosso, em que pese vários casos da doença estarem sendo registrados, especialmente em Cuiabá. No entanto, emitiu alerta devido ao intenso tráfego de pessoas entre os estados, informando que o órgão se mantém em estado de alerta para orientar a população quanto aos cuidados necessários para evitar contaminações.

A epidemia de conjuntivite atingiu os estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. De acordo com nota emitida hoje, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso comunica à população algumas medidas que devem ser tomadas para evitar o contágio e a disseminação da doença. Como se trata de conjuntivite viral, o tratamento não é o mesmo para a contaminação por bactéria.

Os cuidados que se deve tomar para evitar a contaminação e/ou disseminação da doença são os seguintes: em caso de aparecimento dos sintomas, procurar assistência médica; evitar automedicação; usar compressa de água gelada ou soro fisiológico; evitar esfregar ou coçar os olhos; evitar o uso de maquiagem; trocar as fronhas do travesseiro diariamente; redobrar os cuidados com a higiene, lavando as mãos com freqüência. O uso de sabonete e toalhas deve ser individual.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, que é a membrana que reveste o “branco” do olho, podendo causar alterações na córnea e nas pálpebras. A conjuntivite é, geralmente, causada por bactéria ou vírus, mas também pode ser alérgica ou tóxica. Até o momento, já foram notificados cerca de 62 mil casos da doença nos Estados onde se instalou a epidemia. O Estado do Paraná também registrou um surto da doença.

Os sintomas da conjuntivite são vermelhidão nos olhos, secreção (o tipo de secreção depende da causa da doença), lacrimejamento, pálpebras inchadas e sensação de que há um corpo estranho nos olhos. Por se tratar de doença contagiosa, o indivíduo contaminado não deve freqüentar o seu local de trabalho, escolas, creches ou outras localidades onde há aglomeração de pessoas. O contágio acontece pelo contato físico do olho com as mãos, objetos, piscinas ou toalhas contaminadas.

O Ministério da Saúde informou que, pelas características clínicas, o atual surto de conjuntivite nos Estados do Sul do País pode ser de origem viral. Os sintomas da conjuntivite viral são mais acentuados na primeira semana e podem durar até um mês. Devido à facilidade de contágio, é comum o comprometimento dos dois olhos. Importante ressaltar que, na grande maioria dos casos, a conjuntivite não deixa seqüelas.

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