19/03/2003 08h49 – Atualizado em 19/03/2003 08h49
O cientista político Amaury de Souza, diretor da MCM Consultores Associados, aponta o alto custo da reconstrução do Iraque após uma eventual guerra como principal motivo para que França e Alemanha não apóiem um ataque ao país do ditador Saddam Hussein. “O processo de reconstrução duraria dez anos e estima-se que custaria entre US$ 300 bilhões e US$ 600 bilhões. É uma conta altíssima”, afirma.
“Essa é a razão pela qual os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), especialmente França e Alemanha, vêm se recusando a participar dessa aventura”, declara Souza. Segundo ele, os Estados Unidos não querem arcar sozinhos com os custos e pretendem dividi-los com a União Européia e a Otan.
O Iraque, explica o cientista político, é um país industrializado e urbanizado. Além disso, possui, de acordo com o consultor, uma divisão étnica e religiosa que pode desencadear uma “sangrenta guerra civil” caso Saddam seja derrubado. O ditador pertence à minoria sunita, que sofre a oposição da maioria xiita. No norte, a etnia curda reivindica a criação de um novo país.






