19/03/2003 10h32 – Atualizado em 19/03/2003 10h32
WASHINGTON – Quase três em cada quatro norte-americanos apóiam uma guerra contra o Iraque, depois do ultimato para abandonar o poder que o presidente dos EUA, George W. Bush, lançou a seu homólogo do Iraque, Saddam Hussein. A pesquisa foi pedida pelo The Washington Post e ABC News.
O respaldo a uma guerra liderada pelos Estados Unidos aumentou 12 pontos percentuais desde a semana passada, quando o número estava em 59%.
Dessa maneira, 64% dos norte-americanos apóia a forma com que Bush maneja o conflito com o Iraque – 9 pontos percentuais a mais que a semana passada -, revelou a pesquisa, realizada após o ultimato.
A proporção de norte-americanos que desaprovam a forma com que as Nações Unidas lidou com a crise aumentou para 75%, contra 56% do último mês.
Cerca de 66% dos 510 adultos questionados apóia a decisão do governo de Bush de não submeter à votação do Conselho de Segurança da ONU uma segunda resolução que habilitaria a guerra contra o Iraque.
Ainda assim, 72% consideram que o governo dos EUA fez o suficiente para tentar obter apoio de outros países para recorrer à força para desarmar o Iraque, contra 66% em dezembro e 54% em setembro.
A maioria dos entrevistados, 71% contra 23%, acredita que Saddam Hussein só pode ser desarmado através de uma guerra e 74% se manifestou contrário a oferecer anistia ao líder iraquiano e seus filhos, se eles decidissem abandonar o Iraque.
Dentre os entrevistados, 57% acha que os EUA deveriam mudar a cooperação que normalmente têm com a França, devido à fechada posição deste país, contrário ao conflito.
A maioria, 62%, também está consciente de que uma guerra vai aumentar o terrorismo contra os EUA a longo prazo. Somente 48% acham que a guerra será eficaz para diminuir o terrorismo daqui a algum tempo.
A pesquisa tem uma margem de erro de 5%, para mais ou para menos.






