19/03/2003 14h00 – Atualizado em 19/03/2003 14h00
BAGDÁ, KUWAIT e WASHINGTON – Tropas aliadas lideradas pelos EUA já entraram na zona desmilitarizada na fronteira entre o Kuwait e o Iraque, informaram fontes kuwaitianas nesta quarta-feira. De acordo com a CNN, as forças aliadas estariam se dirigindo para a fronteira iraquiana. O jornal americano document.write Chr(39)New York Timesdocument.write Chr(39) afirmou que movem-se cerca de 130 mil soldados com equipamentos e blindados de todos os tipos formando um amplo arco ocupando 8 mil quilômetros quadrados de deserto.
A zona desmilitarizada estende-se por cinco quilômetros dentro do Kuwait e dez quilômetros no Iraque. Nos últimos dois dias, a ONU retirou dessa área todos os observadores militares e pessoal de suporte que participavam da missão de monitoramento Kuwait-Iraque (UNIKOM, na sigla em inglês).
Os EUA e seus aliados têm cerca de 280 mil soldados no Golfo Pérsico, esperando apenas uma ordem do presidente George W. Bush para atacar o Iraque. A guerra iminente ganhou do Pentágono o nome de “Operação liberdade do Iraque”. Em 1991, os EUA chamaram a ofensiva no Golfo Pérsico de “Tempestade no deserto”, e a recente guerra com o Afeganistou ganhou o nome de “Liberdade duradoura”.
O Parlamento do Iraque fez uma sessão de emergência nesta quarta-feira em apoio ao presidente Saddam Hussein, enquanto se aproxima o fim do prazo dado pelos EUA para o líder iraquiano se exilar. Vários legisladores gritaram na câmara, em meio a aplausos, que sacrificarão seu sangue, suas vidas e suas almas por Saddam.
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O Iraque não é o país que aceita o que o governo dos EUA disse. Rejeitamos e denunciamos esta exigência (a renúncia de Saddam) e todos apoiamos nosso querido e venerado líder. Estamos prontos para defender cada polegada de nossa terra – disse o presidente do parlamento, Saadoun Hammadi.
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O destino de todos os invasores é o mesmo: o fracasso e manchar a história. O povo do Iraque, que nos deu esta responsabilidade ao nos eleger como seus representantes, está de pé como um só homem e uma só voz, como um fuzil contra a opressão criminosa e a agressão dos Estados Unidos e de seus aliados – acrescentou Hammadi.
O mais importante chefe naval dos Estados Unidos no Golfo Pérsico disse nesta quarta-feira a seus marinheiros que é “muito provável” que a guerra no Iraque comece dentro de dois dias.
- É muito possível que em dois dias os aviões estejam decolando do USS Abraham Lincoln – disse o vice-almirante Timothy Keating, comandante da Quinta Frota dos Estados Unidos, à tripulação do porta-aviões.
Ontem, os EUA disseram que as forças americanas invadirão o Iraque para buscar armas de destruição em massa mesmo que Saddam e seus filhos Uday e Qusay cumpram o ultimato. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, disse que as tropas aliadas entrarão no Iraque “de qualquer jeito”, mas alertou o líder iraquiano que se ele não partir para o exílio, será seu “erro final”.
Apesar de o prazo ser político e não necessariamente o marco do início da guerra, Bush recebeu nesta terça-feira de autoridades do Pentágono a mensagem que as tropas estão prontas o ataque, que poderia começar na noite desta quarta-feira, informou a CNN.
Ao longo dos EUA, policiais e outros agentes começaram a implementar a chamada “Operação Escudo da Liberdade”, programa de fortalecimento de medidas de segurança adotado depois que o governo americano aumentou, na segunda-feira à noite, seu nível de alerta antiterror para document.write Chr(39)laranjadocument.write Chr(39) (que significa document.write Chr(39)altodocument.write Chr(39)), o segundo mais grave da escala.
As medidas adotadas incluem maior segurança em aeroportos e portos marítimos; o aumento do controle de estrangeiros que chegam aos EUA, novas restrições ao uso do espaço aéreo em grandes cidades e mais vigilância em estradas, auto-estradas, fábricas e depósitos de comida e outros locais estratégicos, disse Tom Ridge, chefe do Departamento de Segurança Interna.
Em Washington, a Casa Branca foi fechada a visitas, as calçadas em frente à sede do governo foram fechadas a pedestres e a segurança foi aumentada em parques nacionais e monumentos. Bush disse na segunda-feira que era possível haver ataques retaliatórios aos EUA em caso de guerra.






