18/03/2003 08h34 – Atualizado em 18/03/2003 08h34
A decisão do presidente americano, George W. Bush, de abandonar o processo diplomático na ONU (Organização das Nações Unidas) para resolver a crise do Iraque e dar ultimato de 48 horas ao presidente iraquiano Saddam Hussein foi criticada por vários líderes políticos do mundo.
O governo do presidente francês, Jacques Chirac, classificou o ultimato de “decisão unilateral” e afimou que os Estados Unidos “optaram pela força sobre a lei”.
Bush foi igualmente criticado pelo presidente russo, Vladimir Putin, que disse que a guerra seria um “erro” e desestabilizaria a situação internacional.
Na Grã-Bretanha, o governo de Tony Blair, que apoia os americanos, sofreu mais uma baixa com a renúncia do subsecretário de Saúde Lord Hunt, em protesto contra uma possível guerra. Na segunda-feira, o líder do governo Trabalhista no país, o ex-ministro do Exterior britânico, Robin Cook, já havia se demitido por causa da postura do primeiro-ministro.
Divisão
Outra crítica foi feita pelo governo da Indonésia.
O país com a maior população muçulmana do mundo diz que a decisão foi “lamentável” por não permitir que a diplomacia seguisse seu curso.
O país teme que uma nova guerra no Golfo desperte solidariedade entre os islâmicos e provoque uma crise no país.
O novo governo da China evitou fazer comentários diretos sobre as declarações de Bush, mas o primeiro-ministro chinês, Wen Jabao, disse que, enquanto houver esperança, a China continuaria a se esforçar por uma saída pacífica para a crise.
Jiabao reiterou ainda a opinião do governo de que o Iraque deve acatar as resoluções da ONU e se desarmar completamente.
No campo contrário, o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, manifestou o seu apoio ao presidente Bush, dizendo que a decisão americana foi muito difícil, mas tinha que ser tomada.
Outras nações já haviam expressado apoio à posição americana, como Espanha, Itália, Austrália e Polônia.







