18/03/2003 15h31 – Atualizado em 18/03/2003 15h31
O índice de mortalidade infantil indígena em Mato Grosso do Sul ficou em 47,31 para cada grupo de mil crianças de até um ano, nascidas vivas, no ano passado, o que significa uma redução superior a 30% em relação ao ano de 2001, quando estava em 68,37.
Comparando com o ano de 2000, quando estava em 85,55, o avanço é ainda maior e uma evolução enorme se levado em conta o índice de mortalidade infantil indígena de 1999, de 140 por cada mil crianças nascidas vivas.
O responsável técnico pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Nelson Carmelo Olazar, atribuí a redução a um conjunto de fatores, como melhorias nas estruturas de saneamento básico, atuação de equipes multidisciplinares nas aldeias, trabalho integrado com municípios e Organizações Não-Governamentais e distribuição de cestas básicas.
Ainda assim, ele reconhece que o índice de mortalidade é bem acima da média nacional envolvendo todas as crianças, de 28 a 29 mortes para cada grupo de mil nascidas vivas. “Seria muita ousadia estipular meta para uma população com carência nutricional tão grande como os guarani e caiuá, mas estamos tentando reduzi ao máximo”, afirma.







