18/03/2003 15h54 – Atualizado em 18/03/2003 15h54
A visão de quem chega a Três Lagoas, vindo de Campo Grande e pegando a avenida Clodoaldo Garcia, como principal via de acesso ao centro, tem a sensação de que está chegando a uma cidade abandonada e decadente.
A má impressão já começa na rotatória da BR 262, que dá acesso ao centro. As letras identificando “Três Lagoas”, afincadas no canteiro central da rodovia, estão cobertas de mato, dificultando a identificação.
Ao percorrer o trajeto inicial da avenida, o visitante, na sua maioria empresários, depara-se com terrenos abandonados, sem calçada e sem muro.
O visual começa a melhorar um pouco, a partir da empresa Formulários Rímoli, mas volta a piorar, nas proximidades da Câmara Municipal até as proximidades da estrada de ferro.
Ao lado do campo de futebol da ADEN, num enorme terreno, aparentemente abandonado, cresce mato, facilitando a proliferação de mosquitos, ratos e outros animais peçonhentos. Outros terrenos, também sujos e sem ao menos uma cerca, fazem divisa com a sede do 2ºBPM e com o posto avançado do Corpo de Bombeiros.
O mesmo desleixo e abandono é visível ao longo das margens da ferrovia, nas proximidades da mesma avenida que dá acesso a Campo Grande e é caminho obrigatório para quem chega à cidade.
“O pior estado de conservação e de limpeza é dos grandes terrenos, localizados ao longo desta importante avenida”, disse um comerciante, estabelecido na avenida Clodoaldo Garcia.
“Muitas vezes, os proprietários, que nem aqui residem na sua maioria, aguardam a valorização destas áreas e prejudicam o crescimento da cidade com a negativa especulação imobiliária”, considerou o comerciante.
Segundo ele, “caberia à Prefeitura, através da gerência municipal de Obras, notificar e autuar os proprietários, obrigando-os sob a força da lei, fixada no Código de Posturas, a manterem seus terrenos limpos, cercados e com as devidas calçadas para pedestres”.
“Do jeito que estes terrenos estão, dando péssima impressão a quem chega, nossa cidade nunca irá chegar aonde todos queremos, uma cidade moderna e desenvolvida”, desabafou o comerciante.







