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quinta-feira, 14 de maio de 2026

DRT identificou 6 crianças sem estudar na área rural

18/03/2003 16h49 – Atualizado em 18/03/2003 16h49

A equipe da DRT (Delegacia Regional do Trabalho) que esteve em Ribas do Rio Pardo para verificar denúncia de trabalho infantil em carvoaria acabou encontrando seis crianças em idade escolar que não estão freqüentando a escola por falta de transporte. Elas estão sem estudar porque a escola que funciona na área rural oferece somente ensino de 1ª a 4ª séries e não têm como chegar em uma escola na área urbana.

A coordenadora do Gectipa (Grupo Especial de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção do Trabalho Adolescente), Regina Rupp, informou que está tentando reunião com a prefeitura de Ribas e o governo do estado para cobrar uma solução. Ela lembra que a educação é obrigação do poder público e se não houver solução para o caso irá encaminhar denúncia ao Ministério Público Estadual.

Uma denúncia no fim da semana passada levou a DRT(Delegacia Regional do trabalho) a fiscalizar e confirmar o trabalho infantil em uma carvoaria de Ribas do Rio Pardo, a 94 quilômetros de Campo Grande. Eram dois meninos de 11 anos e um de 14, idade em que é proibido o trabalho. Na carvoaria foram encontradas 31 crianças com os pais, um menino de apenas dois anos ajudava a carregar tijolos para fechar a boca de um forno. Como o trabalho em carvoaria sempre foi pago por empreitada, era comum os pais deixarem os filhos trabalhar para aumentar o rendimento. A situação parecia equilibrada em função das campanhas e pagamento de Bolsa Escola até o caso recente, segundo a coordenadora do Gectipa (Grupo Especial de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção do Trabalho Adolescente), Regina Rupp.

Os fiscais aplicaram multa de R$ 1 mil por criança encontrada e cobraram informações sobre a condição dos demais trabalhadores. Os dados devem ser apresentados no dia 26.

Regina Rupp considerou atraso de uns 10 anos a descoberta de crianças em carvoarias, referindo-se ao período em que começou a ação contra a permanência delas no local exatamente em Ribas.

Ela citou também que na região de Dourados equipe encontrou crianças ou adolescentes em uma pedreira. Mas o relatório deste trabalho ainda não foi repassado porque o grupo está viajando a trabalho. A última vez que constatada esta situação foi em 1996, segundo Regina.

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