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quinta-feira, 14 de maio de 2026

EUA e Grã-Bretanha descartam nova resolução sobre Iraque na ONU

17/03/2003 15h20 – Atualizado em 17/03/2003 15h20

O embaixador britânico na ONU, sir Jeremy Greenstock, culpou a França pela decisão, afirmando que o país deixou claro que vetaria qualquer resolução.

“Os co-patrocinadores não buscarão uma votação para a proposta de resolução”, disse Greenstock. “Os co-patrocinadores se reservam o direito de tomar suas próprias iniciativas para assegurar o desarmamento do Iraque.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o secretário de Estado americano Colin Powell reafirmou que os Estados Unidos acreditam que a resolução 1441 já é suficiente para um ataque ao Iraque, e que assim, não haveria necessidade para uma nova votação no Conselho de Segurança.

Powell afirmou que o presidente americano George W. Bush deve dar um ultimato a Saddam Hussein em discurso na noite de segunda-feira. Segundo Powell, o ultimato consistirá em dizer a Saddam que “a única maneira de evitar as sérias conseqüências das quais fala a resolução 1441 é que ele e sua corte abandonem o país, e permitam que as tropas entrem pacificamente e não pela força”.

Powell disse que os movimentos realizados pelo Iraque em relação a seu desarmamento foram feitos “de má vontade”.

O secretário de Estado acrescentou que se decidiu não apresentar para votação a nova resolução no Conselho de Segurança porque está claro que não se obteria um consenso.

O secretário de Estado afirmou que a decisão sobre se haverá ou não a guerra é de Saddam Hussein, lembrando que o iraquiano não cooperou totalmente com as resoluções anteriores da ONU.

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