17/03/2003 15h20 – Atualizado em 17/03/2003 15h20
O embaixador britânico na ONU, sir Jeremy Greenstock, culpou a França pela decisão, afirmando que o país deixou claro que vetaria qualquer resolução.
“Os co-patrocinadores não buscarão uma votação para a proposta de resolução”, disse Greenstock. “Os co-patrocinadores se reservam o direito de tomar suas próprias iniciativas para assegurar o desarmamento do Iraque.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o secretário de Estado americano Colin Powell reafirmou que os Estados Unidos acreditam que a resolução 1441 já é suficiente para um ataque ao Iraque, e que assim, não haveria necessidade para uma nova votação no Conselho de Segurança.
Powell afirmou que o presidente americano George W. Bush deve dar um ultimato a Saddam Hussein em discurso na noite de segunda-feira. Segundo Powell, o ultimato consistirá em dizer a Saddam que “a única maneira de evitar as sérias conseqüências das quais fala a resolução 1441 é que ele e sua corte abandonem o país, e permitam que as tropas entrem pacificamente e não pela força”.
Powell disse que os movimentos realizados pelo Iraque em relação a seu desarmamento foram feitos “de má vontade”.
O secretário de Estado acrescentou que se decidiu não apresentar para votação a nova resolução no Conselho de Segurança porque está claro que não se obteria um consenso.
O secretário de Estado afirmou que a decisão sobre se haverá ou não a guerra é de Saddam Hussein, lembrando que o iraquiano não cooperou totalmente com as resoluções anteriores da ONU.






