17/03/2003 17h06 – Atualizado em 17/03/2003 17h06
Na sexta-feira a diretora geral do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul, Zenóvia da Silva Pedrosa, o diretor de operações Pedro Carrelho de Arantes e o subdiretor das unidades penais Valdimir Aila Castro, estiveram em Dourados visitando o presídio semi-aberto, a Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa (PHAC), e ainda a Unei Feminina. O objetivo da visita, que está sendo feita em todas as unidades do Estado, é conhecer as deficiências e necessidades do sistema penitenciário, uma vez que assumiram a diretoria há pouco tempo. Na oportunidade, a diretoria esteve visitando ainda o terreno doado pela Prefeitura para a construção da sede própria do presídio semi-aberto, este localizado ao lado do DOF (Departamento de Operações de Fronteira). O projeto encaminhado em fevereiro deste ano ao ministro da justiça, Márcio Tomaz Vaz, em Brasília, que em caráter de urgência protocolou pedido a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Em visita ao presídio semi-aberto, este dirigido por Antonino Rebeque, Zenóvia comentou que a superlotação nas penitenciárias do Estado e o trabalho social voltado para presos e familiares são algumas das principais preocupações da diretoria. Falou ainda sobre os benefícios da construção do semi-aberto, já vez que proporcionaria melhores condições aos internos que vivem hoje em superlotação. Pedro Carrelho destacou a falta de serviço para os presos nas penitenciárias, “pois em vez de preparar o presidiário para sua inclusão na sociedade, os presídios estão alimentando cada vez mais a criminalidade”. Para exemplificar, ele citou a lavanderia da PHAC que está desativada por falta do interesse de empresas em investir na mão de obra dos presidiários, com isso as máquinas desativadas só ocupam o espaço que poderia servir para outras atividades. “Estaremos empenhados em melhorar o sistema penitenciário de Dourados e conseqüentemente as condições as quais presos vivem hoje. Penso que um presídio federal aqui no Estado amenizaria os problemas”, disse a diretoria, considerando que os avanços penitenciais como a melhoria na assistência a saúde do preso, por exemplo.





