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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Geraldo lamenta falta de medicamento para transplantados em MS

14/03/2003 21h02 – Atualizado em 14/03/2003 21h02

O deputado federal Geraldo Resende disse ter ficado estarrecido ao tomar conhecimento de que o medicamento Cellcept, usado diariamente por pacientes que receberam transplante de rins, está em falta na Secretaria de Estado de Mato Grosso do Sul. Ele inclusive vai apresentar requerimento, na Câmara Federal, solicitando informações detalhadas sobre os motivos da falta, bem como propor medidas para que esse problema não volte mais a ocorrer.
Resende disse estar muito triste com a ocorrência desse problema, principalmente pelo fato de que, no ano passado, quando ainda ocupava a Secretaria Estadual de Saúde, deu andamento a programas destinados a incentivar a doação de órgãos, tendo em vista a fila de espera que existe em todo o país, por parte de pessoas que precisam de rins, córneas, medulas e outros órgãos.
“A falta de um medicamento essencial para os transplantados joga por terra todo um trabalho de incentivo à doação de órgãos e, o que é pior, coloca em risco a vida daqueles que, após um longo e árduo período de espera, finalmente conseguiram um doador”, lamenta o deputado.
Segundo informações da Associação dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados de Mato Grosso do Sul (Recromasul), há 80 pacientes no Estado que necessitam deste remédio e que consomem de dois a quatro comprimidos ao dia. A falta do remédio pode causar conseqüências gravíssimas, como a rejeição ao órgão transplantado e até mesmo a morte.
O Cellcept é importado da Suíça. Cada caixa com 50 comprimidos custa de R$ 500,00 a R$ 600,00 e é doado pela Secretaria de Estado de Saúde, mas está em falta desde o dia 28 de fevereiro.
Embora a Secretaria de Saúde do Estado já tenha se manifestado pela imprensa de que o medicamento vai chegar na segunda-feira (17) e começa a ser distribuído na terça, e que o atraso ocorreu porque o representante da indústria não fez plantão no período do carnaval, Geraldo Resende disse que o atraso não se justifica.
“O Estado tem que planejar a compra desses medicamentos, a fim de evitar novos transtornos, pois a própria sociedade poderá responsabilizar os agentes públicos se alguma conseqüência mais grave vier a ocorrer”, afirma o deputado, salientando que, na Câmara Federal, vai propor providências urgentes para que o problema não venha a se repetir.

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