26.9 C
Três Lagoas
quarta-feira, 13 de maio de 2026

BATAGUASSU:Marfrig esquenta economia do município e da região

14/02/2003 15h38 – Atualizado em 14/02/2003 15h38

Bataguassu e outros municípios da região estão começando a perceber os efeitos positivos dos benefícios financeiros que o Frigorífico Marfrig e outras indústrias frigoríficas estão trazendo.

Metade da economia de Bataguassu é decorrente dos negócios de comercialização e abate de gado, gerando maior número de empregos e movimentando outros ramos de atividades, ligadas direta e indiretamente à pecuária de gado de corte.

Existe ainda o potencial turístico, mas nada de concreto foi realizado, que despertasse o interesse dos viajantes. Eles apenas passam por Bataguassu, com destino a Campo Grande, ao pantanal e à cidade turística de Bonito.

A observação foi feita pelo empresário Edson Soriano, há mais de 12 anos no ramo de negócios de compra e venda de gado. Segundo ele, “Bataguassu e cidades vizinhas têm lucrado muitas vantagens com a implantação do frigorífico Marfrig. Hoje, a cidade e nossos vizinhos dependem do sucesso do frigorífico”, disse ele à reportagem do Perfil News.

O sucesso é assegurado, “porque o boi é considerado mercadoria que sempre oferece liquidez, tanto à vista como a prazo, independentemente de crise”, garantiu Soriano, pela experiência adquirida ao longo destes anos.

MAIS DE 100 CAMINHÕES PRESTAM SERVIÇO AO MARFRIG

Circulam pelas estradas da região de Bataguassu mais de 100 caminhões de transporte, a serviço do Frigorífico Marfrig. Somente o transporte tem provocado a geração de centenas de novos empregos indiretos em outros ramos de atividades, como postos distribuidores de combustíveis, restaurantes e oficinas mecânicas.

A movimentação dos caminhões tende a aumentar, com a anunciada ampliação do Marfrig, que hoje já abate aproximadamente 800 cabeças de gado/dia, gerando em torno de mil empregos diretos.

Ao término das obras de ampliação, passando de 7 mil m2 de área construída, para 15 mil m2, a previsão é a de que o abate passe para 1,5 mil/dia, passando a gerar cerca de 2 mil empregos diretos. Desses, cerca de 70% dos trabalhadores do frigorífico são do município de Bataguassu, ou passaram a residir na cidade.

Em dinheiro, a movimentação do comércio e abate de gado, não contabilizando os subprodutos, como miúdos e couro, chega a ser de R$ 700 mil/dia, somente no Marfrig.

“Cerca de 90% das transações de gado com o Marfrig são feitas à vista. Esta modalidade de negociação está gerando importante credibilidade e segurança aos pecuaristas e àqueles que trabalham neste ramo de atividade”, disse Soriano. No seu escritório de compra e venda de gado, Soriano realiza a intermediação de 4 mil cabeças/mês, só para o Marfrig, representando a movimentação de uns R$ 3 milhões mensais.

OUTROS FRIGORÍFICOS

Segundo informações, além do Marfrig, atuando em Bataguassu e agora também em Ribas do Rio Pardo, aonde abate 500 cabeças/dia, Nova Andradina e Batayporã também são cidades que estão sentindo os efeitos positivos de uma economia próspera, no ramo de frigoríficos.

Em nova Andradina, o frigorífico Independência abate 1.100 cabeças de gado/dia, representando movimentação financeira em torno de R$ 1 milhão por dia.

Na cidade de Bataiporã, o Frigorífico Margem chega a abater 400 cabeças de gado/dia, fazendo girar em torno de R$ 350 mil na economia local e da região.

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.