07/02/2003 10h06 – Atualizado em 07/02/2003 10h06
O Brasil enfrenta a Suécia, a partir de hoje, em Helsinborg, na primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis tentando provar que não é uma ameaça somente em condições favoráveis. A Folha Online acompanha o jogo de Guga em tempo real, às 13h.
O confronto com os suecos acontece em quadra coberta, no carpete, condições nas quais o Brasil nunca venceu desde a introdução do Grupo Mundial, a elite da principal competição entre países do tênis, em 1981.
Nesse período, o Brasil disputou nove confrontos fora de casa e só saiu vitorioso em uma ocasião.
Na primeira rodada de 1999, os brasileiros derrotaram a Espanha, que na época contava com dois tenistas top ten, em jogos no saibro.
Contra Gustavo Kuerten, um dos melhores do mundo na superfície, os oponentes do Brasil na Davis procuram fugir da terra batida quando têm o privilégio de escolher o tipo de quadra.
As melhores campanhas do país no Grupo Mundial aconteceram em 1992 e 2000, quando conseguiu alcançar as semifinais.
Nas duas oportunidades, os brasileiros venceram os dois primeiros confrontos jogando em casa e no saibro. Quando precisaram sair do país e da terra batida, não tiveram chance.
Em 1992, os suíços marcaram 5 a 0 no carpete e, em 2000, já com Guga na equipe, os australianos conseguiram o mesmo placar.
Agora, o principal jogador brasileiro aposta na experiência para tentar mudar as estatísticas.
“Na primeira vez que jogamos no carpete, contra a França [em 1999], tivemos chance [os rivais venceram por 3 a 2]. Contra a Austrália, na grama, foi realmente muito difícil”, afirmou Guga.
“O importante é que tudo isso nos deu a experiência que agora pode se transformar na vitória.”
Para Guga, jogar fora de casa e num piso rápido já não é mais novidade para a equipe.
“Viemos sabendo que teríamos que jogar no carpete. Além disso, nos adaptamos muito bem”, disse Guga, que, junto com a equipe, chegou a Helsinborg no domingo.
Os brasileiros acham também que a quadra montada para o confronto no ginásio Idrottens Hus não está muito rápida.
A condição atual dos adversários pode ajudar o Brasil.
O capitão, Mats Wilander, não pôde chamar Thomas Johansson, campeão do Aberto da Austrália-2002, por causa de uma contusão.
E ontem, no treino, teoricamente seu melhor tenista, Thomas Enqvist, sentiu a coxa esquerda e também ficou fora.
Com isso, Wilander escalou Jonas Bjorkman e Andreas Vinciguerra para os jogos de simples.
E é Vinciguerra, 21, quem abre o duelo contra Guga. O sueco já o enfrentou duas vezes -perdeu ambas- e só participou de dois confrontos na Davis: duas vitórias e uma derrota em simples.
Guga disse que a substituição de Enqvist por Vinciguerra é boa.
“Com o Enqvist, eu teria pouca chance de trocar bola. Ele iria sacar e volear. Com o Vinci, poderei errar mais”, disse ele, que faria hoje treinos específicos para pegar o rival, que é canhoto. “São táticas diferentes. É como mudar da água para o vinho”, completou.
Para o capitão brasileiro, Ricardo Acioly, a escalação de Vinciguerra era esperada. “O [Magnus] Larsson é peça importante nas duplas e dificilmente teria físico para jogar simples também”.
Fonte: Folha Online





