21/11/2002 10h10 – Atualizado em 21/11/2002 10h10
Uma nova mancha negra já pode ser vista no local onde, terça-feira, o petroleiro Prestige afundou, com mais de 77 mil toneladas de óleo, na costa da Espanha. A carga do Prestige é duas vezes maior do que a despejada pelo Exxon Valdez nas águas do Alasca em 1989, no pior acidente do tipo. Caso os tanques se rompam, esse poderá ser o maior vazamento ocorrido até hoje.
Especialistas esperam que o material torne-se rígido por causa da baixa temperatura e da alta pressão das profundidades marinhas.
O ministro espanhol do Meio Ambiente, Jaume Matas, afirmou que a reparação dos danos causados pelo vazamento de 10 mil toneladas de óleo do petroleiro irá custar pelo menos 42 milhões de euros (R$ 147 milhões). “Essa cifra estimativa supõe que se possa atuar em um prazo de seis meses para recuperar integralmente a região marítima, todo o litoral e toda a costa”, disse o ministro de acordo com o jornal El Mundo.
Matas anunciou, ontem, o primeiro balanço oficial do desastre ecológico. Segundo ele, 295 quilômetros da costa espanhola já foram afetados, entre eles 90 praias, o que resulta em 1,5 milhão de metros quadrados de superfície a ser recuperada.
A fauna e a flora locais estão profundamente afetadas e, por conseqüência, a pesca, principal atividade econômica da região. Cerca de 32 mil pessoas podem ficar temporariamente sem trabalho. “A poluição fez com que a pesca fosse proibida em 150 km de costa e já arruinou uma das principais atividades econômicas da região”, informou a responsável pelo Programa de Oceanos da organização ambientalista Greenpeace, Maria Jose Caballero.
Fonte: Jornal de Brasília






