14/11/2002 17h03 – Atualizado em 14/11/2002 17h03
SANTA MARIA, EUA (CNN) – Mais uma celebridade de primeiríssima grandeza está enrolada com a Justiça norte-americana. Michael Jackson, o “Rei do Pop”, teve que comparecer a um tribunal na Califórnia para se defender das acusações de fraude e ruptura de contrato.
O processo foi impetrado pelo promotor de eventos europeu Marcel Avram, que acusa o cantor de simplesmente não ter aparecido em dois shows que marcariam a chegada do ano 2000 em Sydney e em Honolulu.
Jackson chegou ao tribunal de Santa Maria, na quarta-feira, usando uma máscara cirúrgica branca e segurando um guarda-chuva preto. Nervoso, pediu ao auxiliar do juiz que repetisse o juramento, alegando que não havia escutado por inteiro as palavras que o obrigavam a dizer a verdade – e apenas a verdade.
Tudo foi testemunhado por 25 fãs do cantor, que ganharam, em uma loteria, o direito de acompanhar pessoalmente as audiências.
Mas o momento de maior sensação no tribunal aconteceu quando Jackson foi chamado a dar seu depoimento. O canto retirou a máscara, permanecendo ao natural por cerca de três horas.
Jackson respondeu às indagações do juiz com frases curtas. E, apesar da tensão inicial, manteve um tom de voz calmo.
Segundo advogados de Avram, algumas das respostas de Jackson foram confusas, indicando contradições no depoimento do cantor.
Já os advogados de Jackson disseram ser compreensível que seu cliente não se lembrasse de todos os detalhes do acordo acertado há vários anos, uma vez que lida diariamente com milhares de cartas, telefonemas e empresários.
Perante o juiz, Jackson alegou que foi Avram, que busca uma indenização de 20 milhões de dólares, quem cancelou sua participação nos shows.
Empresário de boa reputação, Avram disse em seu depoimento, na terça-feira, que já havia trabalhado com vários dos maiores nomes da música mundial, como Paul McCartney, Frank Sinatra, Tina Turner e Eric Clapton.
Avram lembrou ter organizado outros dois concertos para Jackson, ambos beneficentes, no começo de 1999 – um em Seul e outro em Munique.
Fonte: CNN





