04/11/2002 09h11 – Atualizado em 04/11/2002 09h11
PHNOM PENH – Líderes do sudeste asiático reunidos no Camboja prometeram, nesta segunda-feira, lançar uma ação conjunta contra “o mal do terrorismo” e proteger estrangeiros contra atentados nos moldes do ocorrido em Bali no mês passado.
“Temos que adotar medidas conjuntas para enfrentar o terrorismo”, declarou o primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, na abertura da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Phnom Penh.
“Não podemos permitir que o mal do terrorismo prevaleça”, acrescentou.
Os líderes da Asean esperam convencer o mundo sobre sua seriedade na proteção da região – e dos turistas e empresários estrangeiros -, diante de uma crescente ameaça terrorista.
“Decidimos intensificar nossos esforços, coletiva e individualmente, para evitar, conter e suprimir as atividades de grupos terroristas na região”, afirmaram os governantes em um comunicado.
O primeiro-ministro da Tailândia, Thaksin Shinawatra, informou que o pacto inclui o compartilhamento de ajuda militar.
A expectativa é de que os líderes asiáticos pressionem a Indonésia a fazer mais para reprimir os grupos radicais islâmicos que já se infiltraram em outras partes da região e são responsabilizados pelos ataques com bomba que mataram quase 200 pessoas na ilha de Bali.
Constrangidos por uma série de alertas feitos por países ocidentais contra viagens à região, líderes da Asean também pediram a suspensão de futuras advertências deste tipo – a menos que haja um indício concreto de atividade terrorista.
Paralelamente à cúpula principal na capital cambojana, representantes da China, do Japão e da Coréia do Sul estão reunidos para discutir uma possível resposta conjunta ao programa de armas nucleares da Coréia do Norte.
“A China e a Coréia do Sul pediram uma Península Coreana desnuclearizada”, disse Misako Kaji, porta-voz do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi. “Nós já compartilhamos o mesmo ponto de vista”.
Fonte: CNN





