04/11/2002 09h58 – Atualizado em 04/11/2002 09h58
SRINAGAR, Índia (CNN) – O novo ministro-chefe da Caxemira controlada pela Índia, Mohammed Sayid, escapou ileso de um ataque com granadas à sua casa, horas antes de ser empossado como a maior autoridade eleita do estado, neste sábado.
O ataque, ocorrido na periferia de Srinagar, foi atribuído pelas autoridades a militantes islâmicos, que arremessaram duas granadas contra a casa de Sayid.
O ministro-chefe da Caxemira indiana estava em casa na hora do ataque, reunido com membros de seu partido. Um policial que fazia a segurança na calçada ficou ferido.
A Polícia responsabilizou guerrilheiros islâmicos, que desde 1989 lutam pela independência da Caxemira em relação à Índia ou por sua anexação ao Paquistão, de maioria muçulmana.
A Índia e o Paquistão reivindicam o controle total da região no Himalaia, que, graças a uma linha de cessar-fogo, é dividida pelos dois países.
Sayid foi escolhido para presidir a Assembléia da parte indiana da Caxemira em uma eleição sem um vencedor unânime, marcada pela violência e por um boicote promovido pelos separatistas.
O Paquistão e os separatistas contestaram o pleito, alegando que o mesmo não podia servir como uma alternativa para um eventual plebiscito organizado pelas Nações Unidas, o qual teria o objetivo de decidir o futuro da população da Caxemira.
Em 13 anos de conflito, mais de 35 mil pessoas morreram na Caxemira.
Sayid defende a manutenção de conversações incondicionais com os separatistas e com os militantes, com vistas a acabar com o levante. Entretanto, relegou ao governo federal a decisão de iniciar o diálogo.
O sábado foi marcado pela violência em outros pontos da Caxemira. No incidente mais grave, forças de segurança surpreenderam supostos extremistas que tentariam entrar na região a partir do lado paquistanês. Pelo menos 12 foram mortos.
Fonte: Reuters e Associated Press





