30/10/2002 14h26 – Atualizado em 30/10/2002 14h26
Dinheiro não compra felicidade. Pelo menos no ambiente de trabalho. De acordo com pesquisa recente feita pelo Grupo Catho, especializado em recrutamento de executivos, a perspectiva de crescimento e o clima dentro da empresa são mais importantes para a felicidade do funcionário do que o próprio salário.
Segundo o levantamento, 19,6% dos entrevistados (profissionais que ganham acima de R$ 3 mil) consideram a perspectiva de crescimento dentro da companhia como fator que mais influencia a satisfação do funcionário.
A remuneração aparece em terceiro lugar, apontado como mais relevante por 10,24% dos profissionais entrevistados. O clima organizacional pesa para 13,37% deles.
Na opinião da consultora de recursos humanos da DowRight, Gisela Kelly Ferreira, as pessoas se preocupam com essas questões há um bom tempo, mas só agora as empresas passaram a valorizar a qualidade de vida dos funcionários. “É uma mudança cultural, que deve acontecer a longo prazo”, diz.
Toda essa política, no entanto, tem um lado perverso. Para o diretor do Grupo Towsend, especializado em recrutamento, Márcio Miranda, muitas vezes as pessoas agem assim por insegurança ou por acomodação. “Algumas empresas usam disso para seduzir o profissional e até como forma de compensar o salário”, alerta.
Fonte: Jornal da Tarde




