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Três Lagoas
sexta-feira, 17 de abril de 2026

Defensoria capacita profissionais

23/10/2002 15h48 – Atualizado em 23/10/2002 15h48

Tanto policiais militares quanto conselho tutelar discutirão sobre criança e adolescente

A defensoria pública de Três Lagoas realiza hoje e amanhã, um curso de capacitação para todos os profissionais que trabalham com a criança e com o adolescente. O objetivo é discutir as formas corretas de abordagem bem como reciclar os conhecimentos nessa área.

A abertura acontece às 19h, no hotel Vila Romana, na avenida Ranulfho Marques Leal. Estarão presentes entidades como creches, escolas até o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. As palestras, que começarão a partir das 8h da sexta-feira, serão ministradas por juizes e defensores públicos e terão como enfoque o tratamento da criança e do adolescente.

OCORRÊNCIAS

O Conselho Tutelar da cidade recebe, pelo menos, 15 ocorrências por dia. A maioria são de pais aflitos com as atitudes dos filhos e denúncias de maus tratos.

Existente na cidade à quase sete anos, o Conselho conta com o apoio dos programas sociais do município.

“Quanto temos um fato de adolescente ou criança em situação e trabalho o encaminhamos para o PETI. Se o problema for de violência sexual e física, há o programa Sentinela que acolherá esses pequenos”, explica o conselheiro tutelar, Eraldo Amaral Lacerda, de 33 anos.

MAUS TRATOS

Segundo Lacerda, um dos fatos que vêm aumentando nos últimos tempos é com relação a maus tratos. Pelo menos duas vezes por semana há registro de maus tratos em criança, e em quase 100% cometido por pessoas da família.

O conselheiro cita o exemplo que aconteceu semana passada na cidade:

“Recebemos uma ligação anônima de que duas crianças estavam trancadas e amarradas dentro de uma casa. Fomos ao local e conferimos que realmente elas estavam presas e que a mãe havia saído e trancado as portas.”

Lacerda conta que esse é apenas um dos tantos abusos em que as crianças estão sujeitas. Segundo o conselheiro, esse aumento no número de casos deve-se, principalmente, a dois fatores: desestrutura familiar e falta de diálogo.

“É difícil encontrarmos hoje um casal que fique junto por muito tempo, além disso, a correria do dia a dia está fazendo com que os pais não tenham tempo para ouvir seus filhos.”

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