04/10/2002 09h22 – Atualizado em 04/10/2002 09h22
A oscilação dita a cotação do dólar comercial nos primeiros minutos dos negócios no mercado de câmbio. A moeda americana inverteu a tendência de alta verificada na abertura e começou a cair. Às 9h48m, a moeda americana era negociada a R$ 3,687 na compra e R$ 3,697 na venda, com queda de 0,08% sobre o fechamento de ontem.
A apenas dois dias das eleições, o mercado hoje deve permanecer cauteloso. O dia será de poucos negócios, o que pode representar grandes oscilações, repetindo o movimento de ontem. Sem muitas novidades no debate eleitoral dos presidenciáveis na TV Globo, na noite de ontem, a precaução deve permanecer até a próxima segunda-feira, quando já se saberá se haverá ou não o segundo turno das eleições.
Ontem, a volatilidade voltou a dar o tom dos negócios com o dólar, que fechou cotado a R$ 3,69 na compra e R$ 3,70 na venda, com alta de 0,95%. O dia foi de poucas notícias, negócios escassos e muita expectativa em torno do confronto entre os candidatos.
Mesmo com mais uma alta do dólar, os demais mercados brasileiros tiveram números mais otimistas. Os títulos da dívida externa brasileira se valorizaram e o risco-país caiu expressivamente. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 3,62%, com o Índice Bovespa em 9.139 pontos e volume financeiro de R$ 446,5 milhões.
A pesquisa Datafolha foi bem recebida, apesar de as oscilações estarem dentro da margem de erro. A estabilidade do candidato Luiz Inácio Lula na Silva no levantamento trouxe maior confiança ao mercado sobre a ocorrência de segundo turno.
De acordo com a pesquisa Datafolha, o petista Lula ficou com 49% dos votos úteis, contra 22% do tucano José Serra, preferido dos investidores. Uma oscilação de um ponto nas intenções de voto de Lula depois do debate pode ser determinante para o resultado da eleição de domingo.
O dólar operou em alta na maior parte do tempo nesta quinta-feira, devido ao fluxo negativo. Empresas com vencimentos externos nos próximos dias se destacaram na ponta de compra pela manhã, temendo uma explosão das cotações na próxima semana. O Banco Central atuou logo cedo, vendendo dólares às tesourarias bancárias e ao setor exportador. As quantias, moderadas, apenas garantiram o mínimo de liquidez.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as projeções dos juros acompanharam o dólar e terminaram o dia em alta. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2003, o mais negociado, fechou em 20,98%, contra 20,75% do fechamento de quarta-feira.
Somente nas últimas semanas os vencimentos de títulos cambiais e dívidas privadas no exterior deveriam exercer pressão sobro o dólar, mas o que se fala é que esse movimento já começou. O Banco Central, no entanto, deve continuar atuando para evitar novas altas da moeda. Às 9h40, a moeda americana apresentava estabilidade, a R$ 3,69 na compra e R$ 3,700 na venda.
Fonte: Globo News



