29/11/2010 09h27 – Atualizado em 29/11/2010 09h27
Por Emerson Augusto Fonseca
“…a batalha foi vencida…”, disse o governador do Rio de Janeiro, os blindados passaram por cima de quase tudo. Trinchados traficantes correram e se esconderam na mata. O “QG”, quartel general de um dos principais redutos do crime organizado do Rio foi desarmado, dezenas de toneladas de drogas e armas foram apreendidas, e a imprensa e as forças armadas jubilam em tom de vitória e tenta passar em viés sutil uma segurança que só faz ridicularizar, um país que de título “potência emergente” passa para “país do bang bang”.
A história do tráfico no Brasil, teve início nos anos setenta, quando presos perceberam que roubar carteiras, carros, e velhinhas inocentes não era tão lucrativo como o tráfico. Surgiram então as facções e o crime organizado.
Subir o morro, não foi tão difícil assim, ali viviam pessoas que até hoje vivem de “gatos”. Crianças de pés descalços, que hoje são os bandidos, que o país da ditadura, do carnaval, do bumbum e dos políticos que enriqueceram, e se esqueceram que um dia os por eles esquecidos iriam bater em suas portas, ou melhor pular muro e querer pão.
Seja na Mangueira, seja no Jacaré ou no Alemão, se o poder que está nas mãos de poucos milhares de brasileiros, e o estado, não apenas arrancar de lá de cima do morro as armas e as drogas, mas sim também criar políticas públicas, que devolvam a dignidade dos seus cidadãos, os mesmos meninos de pés descalços que vão recolher cartuchos de metal pra vender pro ferro velho, em pouco tempo vão pular nossos muros e “pedir pão”………….e os cocos vão rolar.



