01/10/2018 17h48
Profissional teria acusado o vereador de irregularidades na obra da guarita da Câmara; denúncia referente à “Calçada de Diamante” foi arquivada pelo Ministério Público.
Gisele Berto
Após a circulação de um áudio em que o radialista Eli de Souza, da Rádio Diamante FM, acusa o vereador e Presidente da Câmara de Três Lagoas, André Bittencourt, de irregularidades na construção da guarita da Casa de Leis, Bittencourt abriu hoje, segunda-feira, 1, processo de queixa-crime contra o radialista.
O profissional afirma, em seu programa “Bronca do Eli”, que Bittencourt teria gasto R$ 61.047,70 na obra. O radialista ainda teria dito que a “corrupção corre solta” e que Bittencourt estaria “metendo a mão no dinheiro do povo”.
Em cópia do processo, que está em posse do Perfil News, Eli afirma que Bittencourt seria “louco” e “maluco”.
De acordo com o processo aberto por André Bittencourt, o radialista “imputou (…) fatos difamatórios e caluniosos, ofensivos à sua reputação e honra”.
Segundo a assessoria jurídica da Câmara, o custo final da obra foi de R$ 48 mil, mais R$ 6 mil referente aos honorários do arquiteto que acompanhou a obra.
CALÇADA
Outra denúncia, feita no final de agosto contra o vereador, que também é candidato a Deputado Estadual, foi arquivada pelo Ministério Público.
Usando o anonimato, uma pessoa denunciou a prática de sobrepreço na construção de uma passarela de cimento na Câmara. Entretanto, após o envio dos documentos e provas para análise, o Ministério Público arquivou o processo.
PERSEGUIÇÃO
Procurado pelo Perfil News o Presidente da Câmara e Candidato a Deputado Estadual André Bittencourt afirmou que se sente vítima de perseguição. “Este grupo de comunicação insiste em me caluniar, sem aos menos checar as informações. Já tomei atitude jurídica. É bem como diz um trecho do documento do Ministério Público: estamos em período eleitoral e denúncias vazias são protocoladas somente para serem expostas, de má fé, com objetivo de enfraquecer o nome de um determinado candidato. É a tentativa de usar o Ministério Público para obtenção de fins escusos e satisfação de interesses particulares que se opõe à ética”.






