29/12/2008 07h45 – Atualizado em 29/12/2008 07h45
Waldir Guerra *
Para 2009 melhor será desejar-lhe um Feliz e PRÓSPERO Ano Novo. Sim, porque a crise que já assola o mundo todo, a começar pelos americanos, mal e mal dá os primeiros passos por aqui. Então que a prosperidade seja nosso desejo maior e este pensamento nos ajude a superar os obstáculos.
Mas primeiro devo começar com um agradecimento: aos leitores da coluna semanal, especialmente àqueles que de vez em quando me fazem comentários a respeito dela. Foram vocês que me instigaram a continuar escrevendo esta coluna nesses quatorze últimos anos. Sem esse estímulo, com certeza, não teria dado continuidade a ela.
Claro, pretendo continuar com ela neste ano de 2009. Um ano de muitos desafios para todos, especialmente para os prefeitos recém eleitos. Não bastasse o fato de terem que desmontar uma máquina administrativa – claro, não me refiro aos reeleitos – ainda terão pela frente uma crise externa que, como água de enchente, irá invadir as administrações de todos os municípios.
César Maia, prefeito experiente, pois já o foi da capital do Rio de Janeiro por dezesseis anos e agora está encerrando mais um mandato de oito anos, em seu ex-blog dá algumas boas dicas aos novos prefeitos. Primeiro os alerta que quanto mais a crise for avançando, mais os governos estaduais e municipais vão sendo solicitados. Trabalhadores demitidos significam pessoas que perdem planos de saúde e conseqüentemente acabam pressionando a Saúde Pública. Profissionais demitidos que têm filhos em escolas pagas não têm condições de mantê-los. As famílias mais pobres pedem a seus filhos menores para que ajudem na receita familiar e assim, a evasão escolar sobe. A criminalidade aumenta. São desdobramentos conhecidos em todas as crises econômicas no mundo todo.
A demanda sobre os serviços públicos tende a aumentar enquanto a arrecadação vai diminuindo. E pior, o governo federal nunca dará sinal de que a crise o afeta porque ele tem o poder de emitir moeda, enquanto estados e municípios, não.
Logo, logo, saberemos quais serão os bons prefeitos. Certamente serão aqueles que nunca ouviremos se queixando da crise porque, desde o começo de sua administração, já entraram com o intuito de enfrentá-la.
Mas a responsabilidade para enfrentar a crise não será apenas dos governantes terá que ser nossa também. De cada cidadão brasileiro. Se uma vez por semana cada um de nós fizer uma ação – por menor que seja – simplesmente pensando: vou fazer isso para combater a atual crise, estaremos ajudando mais a sociedade que qualquer bom prefeito.
A primeira boa ação poderia ser a de dar ao novo prefeito seis meses de prazo sem fazer-lhe críticas. Deixá-lo se organizar; deixá-lo em paz – quero dizer, sem fazer-lhe críticas apressadas – afim de que vá encontrando os melhores caminhos para conduzir sua administração.
Com crise – ou mesmo acreditando no presidente Lula que ela não nos atingirá – o ano de 2009 será um bom ano para todos nós. Sou daqueles que acredita na crise e no quanto ela nos fará bem. Ela nos ensinará a sermos mais moderados nos gastos, mais solidários e o próprio país como um todo pensará mais em construir estradas que fabricar automóveis; mesmo que nem precisemos dirigir, assim mesmo, nem pensaremos em beber. Só em pensar que o ANO NOVO será melhor, já me sinto bem.
Um FELIZ ANO NOVO, a nós todos!
- Cidadão douradense; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.


