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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

MS lidera ranking nacional de crescimento de empresas em recuperação judicial

Estado se destacou no aumento percentual, saindo de 37 para 68 empresas

As recuperações judiciais aumentaram 84% em Mato Grosso do Sul. No quarto trimestre de 2024 eram 37 empresas em recuperação judicial, já no mesmo período de 2025, o número passou para 68.

Segundo dados do IRJ-RGF (Índice RGF de Recuperação Judicial), no geral, o índice de Mato Grosso do Sul ficou em 1,96.

O Estado teve a maior alta anual de CNPJs insolventes. Em 2° lugar está Acre, com aumento de 67%, saindo de 6 para 10. Em 3°, está Roraima, com 50%, saindo de 14 para 21 empresas.

O relatório mostra que desde o início do monitoramento, o Centro-Oeste é a região com o maior índice de recuperações judiciais em relação ao total de empresas ativas.

Em relação a números absolutos, Mato Grosso teve o maior aumento, saindo de 189 para 250 empresas (32%), 61 empresas a mais.

Depois, Mato Grosso do Sul teve 31 empresas a mais na lista dos que estão em recuperação judicial. Distrito Federal, saiu de 59 para 45, neste caso queda de -24% ou de 14 a menos. Goiás teve aumento de 7, saindo de 322 para 329 (2%).

Brasil

São 5.680 empresas em recuperações judiciais, de acordo com dados do 4° trimestre de 2025.

O montante total da dívida ao longo do 4º trimestre de 2025 é de R$ 40 bilhões, contra R$ 16 bilhões no 3º trimestre de 2025.

Ainda conforme o estudo, o setor de serviços tem o maior número de empresas em recuperação judicial, com 1.302. Os grupos que lideram são: transporte rodoviário de carga; serviços administrativos e aluguel de imóveis próprios.

Em seguida, está a indústria, com o total de 1.229. Os grupos que mais lideram são: confecção de peças de vestuário; fabricação de açúcar em bruto – usinas; fabricação de embalagens de material plástico.

O comércio tem 1.200 empresas em recuperação, com postos de combustíveis, supermercados e varejo de vestuário e acessórios liderando.

Construção, energia e saneamento têm o total de 1.045 CNPJs. Os setores que lideram em quantidade absoluta de recuperações são: incorporação de empreendimentos imobiliários; construção de edifícios e construção de rodovias e ferrovias.

Por fim, agropecuária tem 493 empresas. Lideram os pedidos de recuperações judiciais, cultivo de soja; criação de bovinos para corte; e cultivo de cana-de-açúcar.

Programa

Em outubro do ano passado, o governador Eduardo Riedel sancionou o Recupera MS – Programa de Recuperação de Empresas.

A iniciativa é voltada à regularização de débitos tributários de contribuintes em recuperação judicial, falência ou liquidação. Com isso, são oferecidas redução de multas e juros de mora e prazos ampliados para pagamento ou parcelamento.

Podem aderir ao programa empresários ou sociedades empresariais em processo de recuperação judicial, desde que comprovem o deferimento do pedido.

Também estão contempladas empresas que já cumpriram as obrigações vencidas nos dois anos posteriores à concessão da recuperação judicial, mas que ainda tenham compromissos previstos em seu plano de recuperação.

Fonte: Campo Grande News (por Izabela Cavalcanti)

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