Fãs da banda Guns N’ Roses de Três Lagoas se prepararam para partir rumo à Capital para noite histórica de rock
Por: Nathália Santos
Na semana em que o Guns N’ Roses pisa pela primeira vez em Campo Grande, a cidade vive um daqueles momentos raros em que tudo parece girar em torno de uma data. Quinta-feira, 9 de abril. Não é só um show. É quase um teste de capacidade. Infraestrutura, hospitalidade e entusiasmo entram em cena junto com a banda.
ENTRE CALOR E VIRADA DE TEMPO
Se o clima da cidade é de ansiedade, o do céu anda instável. A semana começou com temporais, rajadas de vento e episódios de granizo em diferentes regiões da Capital. O alerta segue para novos períodos de chuva intensa.

A previsão indica instabilidade até o dia do show, com possibilidade de pancadas e leve queda de temperatura. Para quem vai ao evento, o planejamento já inclui capa de chuva, roupas leves e disposição para o inesperado.
Ainda assim, pouca gente cogita desistir. Se chover, vira parte da experiência. Às vésperas da apresentação, pouco se nota revenda de ingressos, que praticamente se esgotaram.
CIDADE CHEIA E CARAVANAS

Dias antes do evento, Campo Grande já sente o impacto. A rede hoteleira opera próximos da lotação, puxada por visitantes que chegam de várias regiões.
Há público de dentro do Estado e de fora dele. A cidade muda de ritmo. Nos bares, nos aplicativos de transporte e no comércio, o assunto se repete. O show deixa de ser apenas entretenimento e passa a movimentar a economia local.
De Três Lagoas, Dourados e outras cidades, grupos organizam caravanas rumo à Capital. Ônibus fretados, vans e carros particulares devem aumentar o fluxo nas rodovias.
A expectativa é de tráfego intenso nas principais rotas de acesso. A orientação é sair com antecedência e ter paciência.
Mais do que deslocamento, há um sentimento coletivo. Gente que por anos precisou viajar para ver grandes shows agora faz o caminho inverso.
NO PALCO DA VELOCIDADE EM MS
O Autódromo Internacional de Campo Grande foi transformado para receber uma estrutura de grande porte. Palco, áreas de circulação, segurança e logística foram preparados para um público numeroso.
A operação envolve trânsito, acesso, segurança e suporte ao público durante horas de evento. É uma escala incomum para a cidade, que testa sua capacidade de receber produções internacionais.
Por muito tempo, Campo Grande ficou fora do circuito dos grandes shows. A chegada do Guns N’ Roses marca uma mudança nesse cenário.
O evento sinaliza que há público, estrutura e interesse. A resposta antecipada já mostra uma demanda que estava represada.



