Onze aves e um filhote de tamanduá-bandeira recebem acompanhamento no Centro de Triagem de Animais Silvestres
Um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) resgatado de cativeiro passa por acompanhamento no Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), em Três Lagoas. A espécie é protegida internacionalmente e integra o Apêndice II da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção).
Conforme divulgado na manhã desta quinta-feira (21), a unidade, vinculada ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), recebeu nesta semana 11 aves silvestres apreendidas durante ação de fiscalização da PMA (Polícia Militar Ambiental).
Entre os animais estão quatro canários-da-terra, quatro coleirinhas, um azulão, um papagaio-verdadeiro e um filhote de beija-flor. Durante a fiscalização, os policiais constataram que nenhuma das aves possuía anilhas de identificação ou documentação de origem legal.
Foram lavrados autos administrativos por crime ambiental. As penalidades somam R$ 9,5 mil em multas, sendo R$ 4,5 mil referentes às aves passeriformes mantidas ilegalmente em cativeiro e R$ 5 mil pela posse do papagaio-verdadeiro.
“Esse tipo de ação demonstra como o trabalho conjunto entre segurança pública e fiscalização ambiental fortalece o combate aos crimes contra a fauna. O resgate e o encaminhamento adequado são fundamentais para garantir a preservação dessas espécies”, afirmou o fiscal ambiental e chefe da Unidade Regional do Imasul em Três Lagoas, Rafael Alex Barbosa.
Além das aves, o centro recebeu um filhote de tamanduá-bandeira, encontrado por um proprietário rural e entregue à PMA. Após os atendimentos iniciais, o animal foi transferido para o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, onde recebe cuidados especializados.
De acordo com a médica-veterinária do Imasul, Aline Duarte, o encaminhamento à Capital é essencial para o desenvolvimento do filhote. “O animal recebeu os primeiros cuidados da equipe técnica e a reabilitação é importante para garantir seu desenvolvimento adequado e futuras condições de retorno à natureza”, explicou.
Fonte: Campo Grande News





