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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Plataforma do Imasul reduz de 15 para 5 dias detecção de desmatamento

Atualização amplia qualidade das imagens de satélite, automatiza análises e promete agilizar em até 80%

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) lançou nesta segunda-feira (8), em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na última quinta-feira (5), a atualização da plataforma de monitoramento ambiental utilizada desde 2023 para acompanhar queimadas e desmatamentos no Estado. A principal novidade é a redução do intervalo de atualização das imagens de desmatamento, que passa de 15 para cinco dias, além da utilização de imagens de satélite com maior resolução, capazes de aumentar a precisão na identificação de focos de incêndio, supressão vegetal e localização de áreas degradadas.

Segundo o diretor-presidente do instituto, André Borges, a atualização representa um avanço na qualidade das informações utilizadas para a fiscalização ambiental. “Estamos ganhando em qualidade de imagem para que possamos ter resultados mais claros e maior segurança na tomada de decisões. Em algumas situações, imagens menos nítidas poderiam gerar dúvidas na interpretação. Com essa nova tecnologia, teremos mais precisão e rapidez na resposta”, afirmou.

O monitoramento de queimadas continuará sendo realizado praticamente em tempo real, com emissão de alertas a cada 10 minutos. A mudança mais significativa ocorre no acompanhamento do desmatamento, cuja atualização passará de 15 para cinco dias. Além disso, as novas imagens de satélite chegam a uma resolução de 15 centímetros por pixel, permitindo identificar com mais detalhes alterações na cobertura vegetal e focos de incêndio.

Conforme o chefe da sala de monitoramento, Diego Brito, a plataforma passou por modernização tecnológica que inclui novas metodologias, automatização de análises e uso de imagens de altíssima resolução. “O principal objetivo é reduzir o tempo de resposta para que as equipes de fiscalização atuem de forma mais rápida e eficiente em campo. Com a nova ferramenta, conseguimos identificar queimadas em intervalos de 10 minutos e desmatamentos a cada cinco dias, reduzindo em até 80% o tempo gasto em análises manuais”, explicou.

A economia de tempo não significa redução de pessoal, mas uma reorganização das atividades. Segundo o Imasul, servidores que antes dedicavam grande parte da jornada à análise de imagens poderão reforçar ações de fiscalização, acompanhamento de licenças ambientais e operações em campo. Atualmente, cerca de 40 a 50 servidores atuam nas áreas de monitoramento e fiscalização ambiental.

Outro benefício apontado pela equipe técnica é a maior precisão na localização dos focos de incêndio. Antes, os sistemas identificavam ocorrências dentro de áreas que podiam chegar a dois quilômetros de extensão, exigindo até dois dias de buscas para encontrar o ponto exato do fogo. Com a nova tecnologia, as equipes recebem coordenadas mais precisas, reduzindo o tempo de deslocamento e aumentando a eficiência no combate e prevenção aos incêndios.

O sistema monitora os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo o Pantanal, e cruza automaticamente informações de imagens de satélite com bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural e autorizações ambientais emitidas pelo Estado. Quando alguma alteração na vegetação é detectada, um relatório é gerado automaticamente e encaminhado ao responsável pela área para manifestação. A plataforma já está em funcionamento e as equipes passaram por capacitação para operar a nova versão.

Fonte: Campo Grande News

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