Empresários, advogados, contadores, administradores e profissionais da área tributária discutem impactos e a aplicação das novas regras do sistema tributário nacional
A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) e a Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap) promoveram, na última quarta-feira (1º), em Macapá (AP), o evento “Reforma Tributária: Aspectos Práticos”. O encontro, realizado no Teatro do Sesi, reuniu empresários, advogados, contadores, administradores e profissionais da área tributária para discutir os impactos e a aplicação das novas regras do sistema tributário brasileiro.
A participação da Fiems ocorreu a convite da Fieap e integrou a proposta de levar ao setor produtivo informações qualificadas sobre a implementação da Reforma Tributária, além de compartilhar experiências e boas práticas desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, especialmente no fortalecimento do diálogo entre a iniciativa privada e o poder público.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou que a Reforma Tributária já é uma realidade e que o desafio agora é garantir uma implantação segura e eficiente para as empresas. “A reforma tributária já é realidade, está vigente. Nós precisamos implantar, na verdade, a reforma tributária e discutir o modelo de gestão perante as empresas. E, com esse evento, nós esperamos esclarecer cada vez mais o modus operandi da reforma tributária”, afirmou.
Longen também ressaltou a importância do papel desempenhado pela Fieap no acompanhamento das empresas incentivadas do estado, especialmente diante da necessidade de adequação ao novo sistema tributário. “É importante destacar o trabalho da Federação das Indústrias do Amapá na gestão das empresas incentivadas, que possuem benefícios fiscais concedidos pelo Estado. Precisamos construir com essas empresas um modelo para que elas possam se cadastrar na Receita Federal e discutir a convalidação desses incentivos, permitindo a extensão dos benefícios até 2032”, explicou.
O presidente da Fiems ainda reforçou a relevância das federações das indústrias na disseminação de informações estratégicas para os empresários e apresentou Mato Grosso do Sul como um exemplo de alinhamento entre os setores público e privado em prol do desenvolvimento econômico e da atração de investimentos.
O presidente da Fieap, Frank Almeida, destacou a parceria entre as entidades e o processo de integração promovido pelo Sistema Indústria em todo o país. “O presidente Sérgio Longen, em um processo de integralização do Sistema Indústria, tem procurado as federações para que elas se promovam dentro de um processo de adequação e conquista do seu espaço, conforme as suas características locais. A Federação do Estado do Amapá não poderia ficar fora disso. É um processo de aprendizado em que as parcerias são muito importantes”, afirmou.
A programação contou ainda com apresentações técnicas do secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul e presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César Mendes de Oliveira, e dos auditores fiscais Matheus Menegaz, Luiz Dias Alencar e Robledo Trindade, que detalharam os aspectos práticos da Reforma Tributária e esclareceram dúvidas sobre a implementação das novas regras e seus impactos para empresas e profissionais da área tributária.
Segundo Flávio César, o debate é especialmente relevante para o Amapá em razão das particularidades econômicas do estado e do período de transição para o novo modelo tributário. “Trazer o tema da reforma tributária neste momento é importantíssimo para as empresas que hoje estão no modelo tributário atual e passam por um processo de transição para o novo sistema. O Amapá tem as suas particularidades, como as áreas de livre comércio e as indústrias incentivadas, e esse debate fortalece a tomada de decisão das empresas perante o novo cenário nacional”, destacou.
Ele também ressaltou o papel das federações em aproximar os empresários das discussões estratégicas para o setor produtivo. “A Federação das Indústrias cumpre o seu papel de trazer o debate e a discussão para que o empresário possa tomar a sua decisão o mais rápido possível e de forma segura”, concluiu.





