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segunda-feira, 11 de maio de 2026

F-1 propõe pacote revolucionário para montadoras

19/05/2007 10h44 – Atualizado em 19/05/2007 10h44

Folha de S.Paulo

Em busca de uma F-1 mais barata, ecologicamente correta e mais atraente ao público, dirigentes da categoria já discutem com as montadoras uma série de mudanças radicais, que passariam a vigorar em 2011. As modificações propostas devem causar grande impacto no esporte. Os carros passarão a usar biocombustível, e os motores serão V6, turbocomprimidos, de 2,2 litros. Além disso, serão limitados a 10 mil giros e terão de resistir a cinco finais de semana de GP, de acordo com a revista “F1 Racing”. Também estão sendo considerados o controle de tração (que será banido em 2008), tração nas quatro rodas e um sistema “power boost”, que permitiria aumento de potência por alguns segundos nos GPs. O regulamento atual da categoria estipula propulsores V8 de 2,4 litros, aspirados, limitados a 19.000 rotações, com vida útil de duas corridas. As alterações propostas para 2011 seguiriam a tendência dos últimos anos. Há apenas duas temporadas as especificações dos motores eram bem diferentes. A categoria usava V10 de 3 litros, que iam a 20.000 giros. De acordo com a FIA, entidade que comanda o automobilismo, um documento sobre o novo pacote que irá regulamentar a potência dos carros foi enviado na semana passada para a associação das montadoras, que reúne Renault, BMW, DaimlerChrysler, Mercedes, Ferrari, Honda, Toyota, além de Ford e do grupo VW-Audi, que não participam da F-1. O grupo irá se reunir no próximo mês para discutir as propostas feitas pela entidade. “Já estamos em discussões com as grandes montadoras de automóveis para garantir que, no futuro, pesquisa e desenvolvimento que sejam relevantes somente para a F-1 sejam desencorajados”, declarou Max Mosley, presidente da FIA. “Em contrapartida, o que for relevante para o desenvolvimento de carros de passeio será encorajado”, afirmou o inglês. A idéia é tornar a categoria mais atraente para montadoras que ainda não estão envolvidas, como Peugeot-Citroen, Hyundai, GM, Jaguar e Volkswagen. A proposta que promete gerar mais controvérsia, porém, é a que sugere que todas as equipes usem chassis idênticos. O argumento de Mosley para introduzir a novidade é que ainda pode haver competição em outras áreas, mas que o desenvolvimento aerodinâmico na F-1 é um desperdício de tempo e dinheiro e que não tem relevância nenhuma para a indústria automobilística. Mas, de acordo com o dirigente, nenhum das mudanças deverá ser prejudicial ao esporte. “Na tentativa de atingir nosso objetivos, vamos garantir que o espetáculo da F-1 permaneça o mesmo ou até seja aprimorado pelas modificações”, finalizou Mosley.

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