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sexta-feira, 20 de março de 2026

Dengue: um mal cada vez mais incidente

08/05/2007 07h44 – Atualizado em 08/05/2007 07h44

Laís Bittencourt de Moraes* A dengue é uma doença infecciosa e febril, que ocorre com maior intensidade no verão, podendo, no seu início, ser confundida com a gripe devido à semelhança dos sintomas. Ela é causada por um vírus que é transmitido por um mosquito, o Aedes aegypti. Apenas as fêmeas do mosquito infectam as pessoas. Normalmente, as picadas acontecem no começo e no fim do dia. Apesar de ter uma vida curta (em torno de 3 meses), um único mosquito pode infectar centenas de pessoas. São conhecidos quatro tipos diferentes da dengue, os sorotipos 1, 2, 3 e 4. Por isso uma pessoa pode ter até 4 episódios da doença. Porém, no Brasil, não existem registros do quarto sorotipo. Não é muito difícil reconhecer o mosquito transmissor da dengue. Ele é menor do que um pernilongo comum, possui dois pares de asas e apresenta uma coloração preta com listras brancas. Já as larvas do mosquito são difíceis de observar, pois medem poucos milímetros e são translúcidas. Os principais sintomas dessa doença são dores musculares e articulares, dor de cabeça, dor de garganta, diversas manchas e coceiras pelo corpo, diarréia, náuseas, vômitos, falta de apetite, fraqueza e febre. Já nos casos de maior urgência, conhecidos como dengue hemorrágica, o paciente pode apresentar, também, sintomas mais graves como dor forte na região do abdômen, pressão muito baixa, pulso rápido e fino e hemorragias pelo corpo. Normalmente, o tratamento é realizado de acordo com a gravidade do caso e com os sintomas que o paciente apresenta. Os medicamentos utilizados devem ser cuidadosamente receitados, pois alguns deles podem favorecer o aparecimento das hemorragias. Além disso, o paciente deve ficar em repouso e bem hidratado. O tratamento médico adequado é fundamental, pois a dengue é uma doença séria, que quando não tratada corretamente pode até matar. Ainda não existe vacina contra a dengue; por isso, a prevenção é o melhor remédio. É necessário evitar a intensa reprodução do mosquito, acabando com os seus criadouros. Para que isso aconteça, toda a população tem de estar ciente desse fato, não deixando água limpa e parada em vasos de plantas, pneus, bacias, garrafas, baldes, telhados, piscinas, caixas d’água destampadas ou em qualquer outro lugar que possa ser um ambiente favorável para a reprodução do mosquito. Evite esse mal, faça a sua parte e proteja-se! *FISIOTERAPEUTA. CREFITO-9/80247-F. Pós-graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS). Formada no método Pilates. Cursando Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura). E-mail: [email protected]

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