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sexta-feira, 20 de março de 2026

Ponto de vista: Grandes dificuldades

24/01/2007 10h28 – Atualizado em 24/01/2007 10h28

Cezar Miranda – jornalista

Passado o impacto inicial do lançamento do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, um conjunto de medidas para que o Brasil cresça 5% ao ano, o governo começa agora a contabilizar ao invés de percentuais, críticas. Não são poucas e vêm de todos os lados. Como grande parte da aplicação do PAC depende de aprovação do Congresso Nacional, as avaliações políticas são inevitáveis. Governistas mais apaixonados dizem que o governo enfrentará dificuldades para aprovar alguns pontos do programa. Governistas menos apaixonados dizem que será praticamente impossível aprovar pontos do programa. Se os dois tipos de aliados torcem o nariz, o que dizer da oposição. Vozes possantes do lado de lá do balcão afirmam que não há a mínima chance de aprovação. Partindo para o exagero, muitos se arriscam a dizer que o governo Lula perdeu a noção do que seja administrar um país. Pelo lado do empresariado também as palavras que saem de suas bocas não são lá muito animadoras. Acreditam que alguns pontos possam ser benéficos para a economia do país, mas não trarão qualquer resultado expressivo. Para o empresariado, o que ficou faltando foi o governo cortar os próprios gastos. Paulo Skaf, o poderoso presidente da poderosa FIESP afirma que o grande problema do Brasil está em Brasília. Se o governo continuar gastando muito e gastando mal, não tem como crescer. Para finalizar, tem os governadores. Com o corte no repasse dos recursos para Estados e Municípios, só os bem chegados é que ainda não botaram a boca no trombone. As dificuldades vão ser muitas e as perspectivas de que o PAC dê os primeiros passos não são das melhores. Digamos, algo em torno de 5% de chance.

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