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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Deformidades torácicas cogênitas e os avanços da Barra de Nuss

10/10/2006 09h10 – Atualizado em 10/10/2006 09h10

Assessoria de Imprensa

Deformidades congênitas da parede torácica são caracterizadas pelo desenvolvimento irregulardas cartilagens das costelas. Em média, uma a cada 400 crianças nascidas, com predominância do sexo masculino, possui o transtorno. Embora casos em que se evidenciam mudanças fisiológicas sejam raros, os pacientes apresentam sérias alterações psicológicas e emocionais que contribuem para a desfiguração da postura. A tendência ao isolamento, retração social ou mesmo agressividade são reações constantes nestes casos. Por esse motivo, desde o início do século XX, estudiosos e especialistas vêm desenvolvendo formas clínicas e cirúrgicas de correção para esse problema. Já existem métodos fisioterapêuticos que permitem uma melhoria dos defeitos posturais, mas as graves modificações estéticas só são possíveis por meio de cirurgias corretivas. O TÓRAX DE SAPATEIRO Pectus excavatum, também conhecido como tórax em funil ou de sapateiro, é o defeito torácico mais comum. Caracteriza-se pela pressão exercida pelo crescimento anormal das cartilagens costais sobre o osso esterno, empurrando-o para dentro em direção a coluna. Para estes casos, um procedimento cirúrgico recente no Brasil, denominado Correção Cirúrgica com o uso da Barra de Nuss, vem trazendo excelentes resultados. Trata-se da introdução de uma barra metálica na porção anterior da parede torácica com o propósito de estabilizar, corrigir a deformidade e dar forma normal a ela. Em geral, o tempo de permanência da barra é de 3 anos. “Antigamente, o processo cirúrgico durava de 3 a 4 horas, nas quais eram retiradas todas as cartilagens deformadas do tórax. Hoje, a barra de Nuss é uma técnica minimamente invasiva, cujo procedimento de implantação dura aproximadamente 45 minutos”, explica o dr. José Ribas Milanez, assistente de cirurgia torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, USP. O tratamento chegou ao Brasil no final dos anos 90 e consolidou-se em 2003. Desde então, já são 40 pessoas operadas com sucesso somente no Complexo do Hospital das Clínicas- INCOR da FMUSP. No entanto, o dr. Ribas adverte: “É um processo novo e, como toda inovação, deve ser usado com muita cautela. A indicação deve ser feita após cuidadosa analise dos pacientes e seguindo todas as especificidades técnicas do procedimento e os limites de cada organismo”.

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