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sábado, 21 de março de 2026

Ferrugem Asiática da Soja

13/09/2006 08h14 – Atualizado em 13/09/2006 08h14

  • Prof Rosildo Barcellos Começamos a ter uma noção do nome “FAS” a partir de 1914 época que foi detectada em países no sudoeste da Ásia Correntes aéreas equatoriais podem ter sido responsáveis pela chegada da doença no continente africano em 1990, atingindo um caráter epidêmico na África do Sul 12 anos depois.

Encontramos situações de análise no Paraguai em 2001 e, posteriormente, no Brasil em 2002. Desde então, a doença propagou-se para a Argentina , Bolívia ,Uruguai e Colômbia . Em novembro de 2004, a doença ultrapassou a linha Equatorial chegando aos Estados Unidos movida por fortes correntes aéreas;gerando uma grande preocupação por lá. A importância da Ferrugem Asiática da Soja é observada tanto pelas perdas que tem causado na cultura da soja, como pela elevada demanda por recursos visando o treinamento de técnicos e produtores e a busca de soluções eficazes de controle.

A sobrevivência do patógeno tem sido verificada em todas as regiões onde a soja é produzida. Mesmo em condições de temperatura ao redor de -6°C foram observadas atividades de produção insuficientes de eliminar o fungo. O monitoramento do surgimento de isolados mutantes do patógeno para resistência aos fungicidas utilizados é vital para a longevidade da eficiência dos princípios ativos em condições de campo; Devido às características epidemiológicas populacionais de ‘Phakopsora pachyrhiri’ é completamente descartada a possibilidade de convivência com o mesmo. Estratégias químicas protetoras utilizadas em caráter regional, amparadas por sistemas armadilha, em plantas ou caça esporos, ainda serão as ferramentas disponíveis para o manejo econômico e eficiente da FAS nas próximas safras.

A cultura de soja em Mato Grosso do Sul passa pela terceira safra com quebra acentuada, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado semana passada pelo IBGE . Na avaliação do CGEA/MS (Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias de Mago Grosso do Sul), que o elabora, o rendimento da soja ficará em 2.192 quilos por hectare, o que é considerado baixo. A queda é conseqüência da estiagem de dezembro de 2005 e janeiro deste ano, seguida pelo excesso de chuvas em março e abril. É cediço que contribuíram para a quebra a ferrugem asiática e pragas da lavoura, especialmente percevejos.Pela previsão, a colheita de soja no Estado deve render 4.173.334 toneladas de grãos. Em Mato Grosso, nosso vizinho histórico a situação parece estar mais tranqüila pois os produtores atenderam ao vazio sanitário que deve acabar em 15 de setembro.Em Primavera do Leste/MT, região muito afetada pela doença, não foi encontrado nenhum indício de plantação precoce. Em Mato Grosso do Sul essa preocupação chegou na Assembléia Legislativa por intermédio do deputado estadual Ary Rigo (PDT) que, apresentou emenda modificativa para reduzir em 50% o valor da multa prevista no Projeto de Lei 157/06, que dispõe sobre medidas sanitárias para prevenção, o controle e a erradicação da ferrugem asiática da soja em MS. È mister lembrar que a presença da ferrugem aumenta o custo da produção e supedâneamente poderá influenciar até na próxima intenção de plantio.Realmente não precisamos de mais penalidades, mais custeio,mais multas.Precisamos de ações concretas para combater esse mal e fomentar a nossa agricultura.Estamos no caminho. * Articulista e membro fundador da Ong pela cidadania no Brasil

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