14/07/2006 09h27 – Atualizado em 14/07/2006 09h27
Folha de S.Paulo
O Egito, país sem grande representatividade no esporte olímpico mundial, é o símbolo de um expansionismo que será testado pela primeira vez na Liga Mundial de vôlei, que começa hoje. A seleção egípcia masculina leva a África à disputa da terceira competição mais importante do vôlei –atrás do Mundial e da Olimpíada–, que terá neste ano inédito caráter mundial. Apesar de discretos, os egípcios até têm resultados para ostentar, mas não é por causa de suas medalhas que figuram na Liga. Há pelo menos dois anos a federação internacional da modalidade tem incrementado seu namoro com novas regiões. Hoje, as grandes equipes de vôlei ainda estão restritas ao eixo Brasil-Europa-Ásia. Os investimentos em eventos de elite, então, aparecem em faixa bem mais restrita. Para fomentar o mercado africano, a FIVB tem promovido torneios por lá, divulgados amplamente em seu site. Na contramão, potências como Rússia e EUA ficaram fora de edições da Liga por não concordar ou não ter verba para bancar os direitos de transmissão de TV. Neste ano, as duas seleções estão de volta. A Rússia, aliás, abrigará as finais. O movimento de crescimento da competição também é notado na quantidade de equipes. São 16, algo que não ocorria desde 2003. Às finais, graças ao novo regulamento, avançam os quatro primeiros colocados dos grupos, mais o país sede e um time convidado pela FIVB. “Estão sempre testando modelos novos com base em razões comerciais. Nossa preocupação é passar para as finais”, disse o técnico do Brasil, Bernardinho, que estreará amanhã no Grupo B, formado por Portugal, Argentina e Finlândia. O Brasil enfrenta os argentinos. Os egípcios estão no Grupo D, com Cuba, Coréia do Sul e Bulgária. Apesar de ter surpreendido a Espanha nos Jogos Mediterrâneos de 2005 –foi o primeiro esporte coletivo do país a conquistar um ouro no torneio–, o Egito, como todo o vôlei africano, ainda engatinha no cenário mundial. “Chegar aqui e representar a África já é um grande feito, que não imaginávamos. Queremos agora um bom papel”, diz o auxiliar técnico Ahmed Zakaria.





