01/07/2006 15h43 – Atualizado em 01/07/2006 15h43
Agência Brasil
Dizer “não” ao racismo enquanto dois bilhões de pessoas assistem aos jogos da Copa do Mundo. Esse é o objetivo dos “Dias Anti-Discriminação” da Federaçõ Internacional de Futebol (Fifa). Antes do início dos jogos das quartas-de-final da Copa 2006, os capitães dos times fazem declarações contra o racismo no futebol e no mundo. Essa é a primeira vez no Mundial em que os jogadores fazem declarações oficiais diretas de repúdio ao tema. Antes, os atletas apenas portavam faixas com as palavras “Diga não ao racismo”.
Tanto o capitão brasileiro, Cafu, quanto o francês, Zinedine Zidane, disseram mensagens de repúdio ao racismo no mundo e no futebol, antes do início do jogo entre as duas seleções. As mesmas mensagens foram reforçadas no início do jogo entre Portugal e Inglaterra. “Nós repudiamos toda forma de discriminação, principalmente a racial”, disse o capitão inglês, David Beckham. “Diga não ao racismo”, afirmou o português Luís Figo. “Nós rejeitamos o racismo ou qualquer forma de discriminação, seja dentro ou fora dos jogos. Com o poder do futebol, podemos ajudar a erradicar o racismo do nosso esporte e do resto da sociedade”, dizia a mensagem padrão.
Os “Dias Anti-Discriminação” foram anunciados na quarta-feira (28) pela diretora executiva do Unicef, Ann Veneman, pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, por representantes do governo alemão e pelo ex-jogador alemão Franz Beckenbauer, no estádio Olímpico de Berlim.




