29/06/2006 10h01 – Atualizado em 29/06/2006 10h01
Antonio Neres (direto da Alemanha)
O árbitro espanhol Luis Medina Cantalejo apitará a partida entre Brasil e França, no próximo sábado, válido pelas quartas-de-final da Copa 2006. O espanhol tem 42 anos e apita sua primeira Copa do Mundo. Cantalejo teve uma atuação bastante questionada na partida entre Itália e Austrália, nas oitavas-de-final. O árbitro apitou um pênalti nos acréscimos que acabou dando a classificação para a equipe italiana.Os australianos reclamaram muito da marcação, afirmando que o lateral Fabio Grosso se jogou na área. O espanhol também apitou outros dois jogos do Mundial, ambos da primeira fase, Alemanha x Polônia e Argentina x Holanda.Kaká e Émerson são as dúvidasKaká e Émerson são as dúvidas da seleção brasilera partida de sábado contra a França. A situação mais grave é do volante, que reúne poucas condições de recuperar-se totalmente da lesão sofrida na partida diante de Ghana. Com relação a Kaká a contusão apresenta alguma gravidade, mas deverá estar a disposição do técnico Carlos Alberto Parreira. O médico da seleção, disse na manhã desta quinta-feira que se a partida fosse amanhã os dois estariam vetados.Para Jornal Alemão jogadores brasileiros são arrogantesUm dos principais jornais da Alemanha, na sua edição de hoje destaca em primeira página uma foto do astro da França Zinedine Zidane todo sorridente, dizendo que o jogador francês sairá vitorioso contra “os arrogantes brasileiros”. Talvez por medo de enfrentar a seleção canarinho na grande final do dia 9 de julho, os alemãs começam a criar um clima contra o time comandado por Carlos Alaberto Parreira.Robinho recuperado estará a disposição de ParreiraO craque Robinho que ficou fora da última partida contra Ghana treinou normalmente no dia de ontem. O jogador afirmou que nada sentiu e ficará a disposição do técnico Carlos Alberto Parreira. Provavelmente o jogador do Real Madrid entrará no lugar de Adriano, que apesar do gol no último jogo, foi figura praticamente decorativa, com uma atuaçãoa bem abaixo do que se esperava dele na Copa do Mundo. Bossa nova será o rítmo brasileiroO violão da bossa nova vai ditar o ritmo da Seleção, sábado, contra a França. Antes da partida, os jogadores assistirão a um vídeo, com música de João Gilberto servindo de introdução. A idéia é mostrar, em seis minutos, a rotina de toda a delegação, do roupeiro ao melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho. E, assim, reforçar a idéia de meio-caminho andado, nessa busca que pode ou não ser interrompida diante de um difícil adversário que o Brasil venceu pela última vez há 14 anos.
De lá pra cá, a derrota na final da Copa de 98 foi a mais cruel, mas, em entrevista , o técnico Carlos Alberto Parreira promete não deixar que a sede de vingança contamine a seleção brasileira. No mais, o treinador só espera poder cantar, após o jogo, um dos versos da música de Gonzaguinha, que encerra o vídeo a ser mostrado aos jogadores, na preleção: “Viver… e não ter a vergonha de ser feliz…”, cantarola Parreira, num raro momento em que consegue descansar e livrar-se da tensão.O novo hit da Seleção
- Na Copa de 2002, no Japão, o ‘hino’ da Seleção pentacampeã era o ‘Deixa a Vida me Levar’, que era cantarolado até pelo sisudo Luiz Felipe Scolari. No time do Parreira, a música mudou, hoje o pagode que domina as rodas de samba feitas na concentração brasileira e batucadas dentro do ônibus a caminho do estádio é o ‘Patota do Cosme’, de Carlos Sena, compositor do Império Serrano, um dos autores do samba do desfile deste ano – O Império do Divino -, ganhador do Tamborim de Ouro de. O ‘hino’ mudou, mas um pagodeiro continua com brilho de quatro anos atrás: Zeca Pagodinho. Ele embalou o time rumo ao penta e continua comandando a galera na briga pelo hexa. “O Zeca é tudo de bom. Arrebenta mesmo”, elogia Roberto Carlos. Ronaldinho Gaúcho acrescenta. “Zeca Pagodinho pega a camisa 10 de qualquer seleção do mundo”.





