13/06/2006 08h20 – Atualizado em 13/06/2006 08h20
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A correria do dia-a-dia em Seul vai parar. Os conflitos ao redor de Lomé, capital de Togo, também. Os milhões gastos no estádio de Frankfurt e os milhares que os africanos pedem como premiação ficarão em segundo plano. Nesta terça-feira, às 10h (de Brasília), quando togoleses e sul-coreanos entrarem em campo na estréia da Copa, tudo se resumirá a 22 jogadores e uma bola. Após o hino, o mundo pára. Só haverá guerra dentro de campo, com um aperto de mão no final. O GLOBOESPORTE.COM transmite ao vivo e em tempo real com vídeos abertos.No país onde o passado traz lembranças sombrias, as almas se desarmam no dia D. Otto Pfister, o treinador mais idoso do Mundial, com 68 anos, resolveu voltar na véspera. A vivência ensinou que esta não é oportunidade que se perca. Havia abandonado a seleção de Togo na última sexta-feira, dia 9, revoltado com a crise das premiações. Os jogadores exigem o acerto pelas vitórias e querem mais do dobro do que é oferecido.- Sempre foi assim em Togo. Não podemos mudar as coisas de um dia para o outro. No momento, penso apenas em dar o melhor de mim. Se não ganho este dinheiro (da premiação) hoje, posso ganhar amanhã – diz o destaque Adebayor, de 22 anos, artilheiro das eliminatórias africanas, nas quais o país eliminou Senegal. O atacante atua no Arsenal, da Inglaterra.Dinheiro também é o cheiro que exala no novíssimo estádio de Frankfurt. Foram 126 milhões de euros gastos na construção, algo em torno de 360 milhões de reais. Os 48 mil lugares estarão ocupados, boa parte deles pelos animados torcedores coreanos.Há quatro anos, os estádios no país asiático se pintavam de rosa-choque e pulsavam pela seleção, que jogava em casa. A semifinal da Copa, sob o comando de outro técnico holandês, foi um resultado histórico. Seis jogadores titulares naquela campanha estarão em campo novamente. Em 2006, na sexta Copa do Mundo consecutiva, a sétima na história, a expectativa cresce.- Na Coréia, seguem sempre o líder, por isso acho que estou no trabalho certo. Sobre o adversário, nunca se sabe se é uma vantagem ou não o fato de eles terem tantos problemas. A equipe pode até se unir mais que o normal. Conhecemos pouco sobre a maneira que jogam – afirma Dick Advocaat, que levou a Holanda às quartas-de-final em 1994. Não resistiu ao poder de fogo do Brasil.Por sinal, de guerra a Coréia entende. Desta vez, entretanto, a paz está selada. A vizinha do Norte recebeu, nesta segunda, a liberação do sinal por parte da rival. Verá a Copa pela televisão e torcerá muito. Por Togo. Quando a bola rolar, tudo pára. A rivalidade se resumirá a uma bola e 22 jogadores. E isto já tem o tamanho do mundo.CORÉIA DO SUL X TOGOLocal: FIFA World Cup Stadium, em Frankfurt (Alemanha)Horário: 10h (de Brasília)Árbitro: Graham Poll (Inglaterra)Assistentes: Phillip Sharp e Glenn Turner (Inglaterra)CORÉIA DO SULWoon-Jae Lee, Chong-Gug Song, Jin-Cheul Choi, Jin-Kyu Kim, Young-Pyo Lee, Ji-Sung Park, Nam-Il Kim, Eul-Yong Lee, Chun-Soo Lee, Jung-Hwan Ahn, Ki-Hyeon SeolTécnico: Dick AdvocaatTOGOAgassa; Nibombe, Dosseh, Tchangai e Assemoassa; Agboh, Dossevi, Toure-Maman e Romao; Adebayor e CoubadjaTécnico: Otto PfisterCom informações GloboEsporte.com




