12/06/2006 13h53 – Atualizado em 12/06/2006 13h53
Agestado
O lateral Cafu disse nesta segunda-feira que não está preocupado com a notícia de que corre o risco de ser preso, acusado de falsificar documentos para obter o passaporte italiano. O jogador disse que nem ele nem seus advogados foram notificados pela Justiça italiana, e que agora tem outras prioridades. “É hora de pensar só na Croácia. Vou me preocupar com isso depois da Copa”, disse o capitão da seleção brasileira. Nesta segunda-feira, o promotor Antonello Racanelli pediu a pena de nove meses de prisão para Cafu, sua mulher, Regina Feliciano, o presidente da Roma, Franco Sensi, e o jogador argentino Gustavo Bartelt, que também teria falsificado seu documento para poder defender a equipe da capital italiana sem ocupar a vaga de jogador extracomunitário. Em 2003, a Justiça italiana já havia absolvido a todos por falta de provas – Cafu teria usado documentos de sua mulher para obter a cidadania italiana sem ter conhecimento disso. O caso, no entanto, foi reaberto, e em maio de 2004, quando já defendia o Milan, o jogador teve de voltar a prestar contas à Justiça.Na época, dezenas de jogadores, principalmente argentinos e brasileiros – entre eles o goleiro Dida -, foram acusados de procedimentos semelhantes. Nesta segunda-feira, em Berlim, o técnico Carlos Alberto Parreira disse que conversou com o jogador, e que o assunto já está superado. Disse ainda que achou estranho que a notícia estourasse bem na véspera da estréia do Brasil na Copa, em Berlim, contra a Croácia.





