08/06/2006 09h33 – Atualizado em 08/06/2006 09h33
Terra Esportes
A quatro dias da estréia contra a Croácia, no dia 13, em Berlim, Parreira já deixa transparecer suas armas para tentar conquistar mais um título Mundial. Além do famoso quadrado mágico (Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano), já confirmado ao menos para a estréia na competição, o treinador está preparando o quarteto B para manter o ritmo, a potência e a qualidade da equipe no decorrer dos jogos.O quarteto B é formado pelos laterais Cicinho e Gilberto, pelo meia Juninho Pernambucano e pelo atacante Robinho. Mais do que simples reservas que usualmente em Copas costumam amargar o banco ou jogar apenas 15 minutos, eles serão utilizados de forma permanente nas partidas, pelo que se viu nos treinamentos e nos dois jogos amistosos.Robinho é o primeiro da lista. Titular na Conquista das Copa das Confederações, no ano passado, e um dos destaques dos treinos da Seleção, o atacante do Real Madrid dá mais desenvoltura ao chamado quadrado mágico. O próprio Parreira reconhece que o quadrado ficaria mais bem armado taticamente com ele, mas que para começar os jogos não irá abrir mão da força e do oportunismo de Adriano.Juninho Pernambucano é uma estrela em ascensão. Ótimo distribuidor de jogo e o melhor cobrador de faltas da equipe – para muitos do mundo – vai certamente ser uma arma importante do treinador para ultrapassar os obstáculos que virão pela frente na Alemanha.Os laterais reservas Cicinho e Gilberto, ao contrário da tradição de outras copas e da característica histórica de Parreira de mexer pouco nas suas equipes, serão armas recorrentes da seleção. Por mais talento e força que Cafu e Roberto Carlos ainda exalem, o peso dos anos fará com que o rendimento de ambos caia no decorrer das partidas. E Parreira confia na força dos laterais que manterá no banco para manter o ritmo de jogo do Brasil e surpreender os adversários.O argentino Carlos Billardo não se cansa de falar que se Cafu e Roberto Carlos estiverem bem, até pela força sobrenatural que tem o ataque da seleção, ninguém tira o titulo do Brasil. Parreira sabe muito bem disso. E é por isso que Cicinho e Gilberto têm tanta importância na estratégia que Parreira está montando para buscar o hexacampeonato.




