03/06/2006 11h49 – Atualizado em 03/06/2006 11h49
Dra. Cláudia Souza e Silvae-mail: [email protected]É ocasionado por um protozoário conhecido como Leishmania chagasi, que é transmitido às pessoas, cães ou outros mamíferos domésticos através da picada da fêmea do flebótomo Lutzomyia Longipalpis.A Leishmaniose é uma doença importante pois afeta grande número de pessoas impedindo-as de trabalhar, as vezes sendo fatal e representa risco a saúde de milhões. O cão é o principal reservatório da doença no contexto urbano, pois possuí elevado número de infecções inaparentes , elevado parasitismo de pele e compartilha a habitação humana.Para controlarmos a Leishmaniose, devemos evitar ao máximo o contato com os vetores , ou seja , com os pernilongos. Assim é necessário o controle da população dos insetos através de borrifação das habitações e diminuir os locais de procriação do flebótomo que não é em água limpa como na dengue e sim em matéria orgânica em decomposição, ou seja, em folhas e frutos caídos no chão, fezes de animais que não são retiradas todos os dias, como fezes de galinha, porco, bovino, eqüino ou do próprio cão.Outros animais importantes na manutenção da doença são a raposa, o cachorro do mato, o gambá e o rato preto, pois estes animais também servem de reservatório para o protozoário e ás vezes apesar de não termos cão em casa alguns destes animais podem aparecer eventualmente no quintal e serem responsáveis por passar a Leishmaniose Visceral .Como proprietários consientes da saúde animal e da saúde humana, temos o compromisso de manter o quintal livre de matéria orgânica, borrifar com veneno o peridomicílio e cuidarmos de nosso cão , lembrando que é necessário fazer o exame da Leishmaniose 1 vez ao ano, pois só este pode dizer se o cão tem ou não a doença, e sempre que este resultado for negativo optarmos pelo uso de preventivos contra a doença usando coleiras repelentes, bisnagas pour repelentes ou a vacina contra leishmaniose, que tem sua eficácia comprovado em 97% de imunização e é liberada e reconhecida pelo ministério da Agricultura.ClinicãoR: Oscar Guimarães, 5217- CentroTel: (067) 3521-2888

