31/05/2006 08h31 – Atualizado em 31/05/2006 08h31
Terra
Dois brasileiros estão trabalhando para o inimigo. Um inimigo comandado por outro brasileiro, Zico, e adversário da equipe de Parreira na primeira fase da Copa. Os ex-jogadores Júnior e Tita são desde o último mês de janeiro espiões oficiais da seleção japonesa, mas somente na última segunda-feira revelaram suas identidades durante o treino do time em Bonn, na Alemanha. Devidamente uniformizados, Júnior e Tita fizeram a primeira reunião com a comissão técnica da equipe e apresentaram oficialmente os relatórios do trabalho que na prática começou em fevereiro. A dupla já viu mais de 20 jogos, principalmente dos adversários do Japão na primeira fase do Mundial: Austrália, Croácia e Brasil. Viajaram também por Alemanha, Itália, Inglaterra e Holanda, onde analisaram os principais jogadores que vão participar da Copa da Alemanha. A seleção do Japão tem mais dois brasileiros na comissão técnica: Edu, irmão de Zico, que atua como auxiliar técnico, e Cantarelli, preparador de goleiros. O Japão, que estréia no dia 12 contra Austrália, deu um susto nesta terça-feira nada menos que na dona da casa e uma das favoritas a ganhar o título da Copa do Mundo. A equipe comandada pelo brasileiro Zico conseguiu um empate por 2 a 2 contra os alemães e por pouco não levou a vitória em amistoso realizado em Leverkusen, na Alemanha. Para Zico, melhor do que o resultado, foi a atuação da equipe. “O Japão criou muitas oportunidades, mas também perdeu muitos gols. A defesa, por sua vez, esteve muito concentrada. Não gostei do juiz, mas o time não perdeu a concentração”, avaliou o treinador, que considerou que a Alemanha abusou da violência. O técnico afirmou ainda que a equipe precisa redobrar a atenção nas bolas paradas – foi em falhas nesse fundamento que a Alemanha marcou os dois gols. “Os passes funcionaram e considero que a preparação está indo muito bem. O Japão não venceu, mas mostrou qualidade de vencedor”, finalizou Zico.






