18/10/2017 08h41

Mais de 15 mil trabalhadores estão inseguros com ocorrido

Da Redação

Em Mato Grosso do Sul, os sete frigoríficos da JBS, do grupo Friboi, conforme anunciado anteriormente pela companhia, amanheceram com as ‘portas fechadas’ nesta quarta-feira (18).

Do total de unidades, duas ficam em Campo Grande, e as outras distribuídas entre Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Cassilândia – uma em cada município.

O motivo da paralisação, que é por tempo indeterminado, segundo a empresa, foi o bloqueio de R$ 730 milhões por parte da Justiça, a pedido da de uma das CPI’s (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa. Os deputados apuram benefícios fiscais concedidos pelo governo do Estado à JBS.

“A JBS informa que, em função da insegurança jurídica instalada em Mato Grosso do Sul, suas sete unidades de carne bovina no Estado estão com as atividades de compra e abate paralisadas por tempo indeterminado. Os colaboradores continuarão recebendo seus salários normalmente até que a companhia tenha uma definição sobre o tema.

A JBS esclarece que está empenhando seus melhores esforços para a manutenção da normalidade das suas operações e trabalha para proteger seus 15 mil colaboradores diretos e 60 mil indiretos em Mato Grosso do Sul”, esclareceu a nota do grupo. Francisco Maia, produtor rural e ex-presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), se diz revoltado com a medida da Assembleia.

‘’Nós temos que preservar o emprego, nós temos que preservar a tranquilidade dessas famílias, porque a vida do brasileiro já está muito difícil. Nós não precisamos de Assembleia Legislativa pra criar mais dificuldade e gerar desemprego e intranquilidade para as famílias de Mato Grosso do Sul’’, disse ele.




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