26/09/2013 10h56 – Atualizado em 26/09/2013 10h56

Akira Otsubo participa de solicitação de mais segurança pela ONG Mães de Fronteira na Presidência da República, Câmara, Ministério da Justiça e Senado

Nestes encontros foram apresentadas sugestões de prevenção e de punição aos crimes na fronteira

Da Redação

O deputado federal Akira Otsubo participou ontem (25) de reuniões da ONG Mães da Fronteira – composto por mães que tiveram filhos mortos de forma violenta no Mato Grosso do Sul – na Presidência da República, na Câmara dos Deputados, no Ministério da Justiça e no Senado Federal. Nestes encontros foram apresentadas sugestões de prevenção e de punição aos crimes na fronteira.

No primeiro encontro, pela manhã, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, se comprometeu a negociar com o Governo federal a implantação do programa Brasil Mais Seguro, que já foi implementado em estados da Região Nordeste. O programa prevê qualificação dos procedimentos investigativos, com foco no enfrentamento aos crimes letais intencionais e à impunidade, além de impulsionar o reforço da presença ostensiva da polícia de proximidade e o fortalecimento da polícia civil e da perícia criminal.

No período da tarde, os encontros foram com o presidente da República em exercício, Michel Temer; com o presidente do Senado Federal Renan Calheiros, e com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo.

O grupo pediu mais segurança na fronteira, mudanças no Código Penal com aplicação de penas mais duras e rígidas contra autores de crimes de maior crueldade e hediondos. A ONG apontou falhas do Estado e exige mudanças reais e não apenas jurídicas em relação a ausência de autonomia federativa na região de de fronteira. Também a entidade coletou 32 mil assinaturas em Mato Grosso do Sul e as entregou para a Comissão da Reforma do Código Penal, no Congresso Nacional.

“Estas reuniões agendadas e organizadas pelo deputado federal Fábio Trad foram importantes porque a população sul-mato-grossense pode mostrar sua preocupação com a violência que não afeta só a fronteira, mas todo o Estado de Mato Grosso do Sul”, destacou Akira Otsubo, após as reuniões.

O “Mães da Fronteira” foi criado por Lilian Silvestrini e Ângela Fernandes, mães dos estudantes Luigi Silvestrini de Araújo e Leonardo Batista Fernandes, assassinados em 30 de agosto do ano passado por criminosos que pretendiam trocar o carro de uma das vítimas por três quilos de cocaína.

(*) Com informações de Assessoria de Comunicação

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