09/11/2006 10h37 – Atualizado em 09/11/2006 10h37

Dourados Informa

Os estudantes do 5º ano de medicina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) querem providências da instituição para resolver um problema que já chegou a ameaçar o funcionamento do curso: a falta de um local apropriado para o estágio prático supervisionado, que representa a etapa final do processo de formação profissional dos médicos. Na tarde de ontem, os acadêmicos fizeram um protesto no prédio onde funciona a Reitoria da UFGD, no antigo Ceud, e cobraram rapidez na definição dos locais para onde serão encaminhados em 2007. Através de uma nota assinada por 39 dos 48 estudantes do 5º ano, os acadêmicos cobram “esclarecimento de como e onde vai ser o último ano de faculdade”. Eles foram recebidos pelo reitor, Damião Duque de Farias. Rafael Rocha, um dos líderes do grupo que ocupou os corredores do prédio da reitoria ontem, disse que os universitários precisam de uma definição rápida, pois terão de agilizar questões práticas, como aluguel de casa nas cidades para onde serão encaminhados. Dourados não tem estrutura para o estágio prático. Há dois anos, quando a primeira turma de medicina do campus da então UFMS (o campus foi desmembrado no ano passado para se transformar em UFGD) chegou ao quinto ano, a universidade teve de transferir os estudantes até para outros Estados. Damião Duque de Farias informou aos acadêmicos que a universidade mantém entendimentos com hospitais de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, a UFGD terá de cumprir a exigência do Conselho Nacional de Educação, que estipula que o regime de internato deve ser cumprido dentro da unidade federativa (Estado) onde funciona o curso. Segundo ele, há vagas asseguradas para 34 formandos. Se não conseguir vaga para os 14 restantes em hospitais de MS, conforme o reitor, a UFGD terá de pedir autorização do Conselho de Educação para levá-los para outros Estados.

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