10/07/2017 07h34

Depois de tantas fanfarronices sobre o caso do senador Aécio Neves (PSDB) no Conselho de Ética, Pedro Chaves (PSL-MS) recuou de sua decisão e votou pelo arquivamento do processo contra o tucano. Antes, porém, bradou aos quatro ventos que iria ressuscitar o caso para que o destino do colega fosse decidido pelo plenário do Senado. Sua mudança de opinião, no entanto, não foi convincentemente explicada ainda. Com isso, perdeu credibilidade que vinha granjeando até aqui.

Sem subterfúgios

E por falar em voto, Temer poderá ter o destino selado no Plenário da Câmara se 2/3 dos deputados entenderem que ele deva sim ser processado pelo Supremo Tribunal Federal. A votação é aberta e, com isso, todos ficarão sabendo a posição adotada por cada parlamentar, como a que ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff. Com isso, não será possível aos representantes do povo escamotear suas vontades para enganar o já ressabiado eleitor.

Sem liga

Uma dobradinha pouco provável, mas difundida na Capital com ares de prévio acerto, juntaria Zeca do PT e Nelsinho Trad (PTB) numa mesma chapa na corrida ao Senado nas eleições de 2018. Só não se sabe ainda em que candidatura majoritária ao governo do Estado eles se atrelariam para embarcar nessa empreitada. Em política, no entanto, uma coisa é querer, a outra é poder. Isso porque, paira sobre os dois algumas suspeitas de improbidade, as quais estão em plena investigação.

Calmaria 1

O cenário turbulento por conta de denúncias de corrupção retarda as articulações políticas em torno da sucessão do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). Por causa disso, as cúpulas partidárias administram a situação no mais absoluto silêncio e têm protelado convocar reuniões a fim de discutir qual o destino a tomar com vistas às eleições do ano que vem.

Calmaria 2

Antes disso, porém, o partido mais empolgado era o PMDB, que promovia reuniões periódicas na Capital e no interior na tentativa de dar sobrevida ao projeto de André Puccinelli de disputar o governo do Estado pela terceira vez. Como o ex-governador voltou à cena política numa situação indesejável e até foi forçado a usar tornozeleira eletrônica por alguns dias, o clima esfriou nos quadros peemedebistas.

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