08/12/2014 14h14 – Atualizado em 08/12/2014 14h14

Amigas de Poliana Deves, que mora no PR, criaram página em rede social.

Enfermeira foi diagnosticada com leucemia linfóide aguda em abril de 2014.

G1

A notícia mais esperada pela enfermeira Poliana Deves chegou pouco mais de sete meses após o diagnóstico de leucemia linfóide aguda (LLA). A jovem, de 24 anos, que mora em Cascavel, no oeste do Paraná, soube no início deste mês de dezembro que um doador compatível de medula óssea foi encontrado. Durante a espera, Poliana contou com a ajuda das amigas para encontrar um doador. A página criada no Facebook reuniu mais de 13 mil membros, e o número de cadastros no Hemocentro da cidade dobrou em uma semana.

O transplante foi marcado para março de 2015. “Eu ganhei meu presente de Natal, tem gente que espera há anos na fila. Foi uma grande surpresa, a chance é 1 para 100 mil, a gente sabe que e difícil de existir a compatibilidade e não esperávamos que fosse tão rápido. Estou muito feliz”, conta Deves.

A novidade pegou as amigas, que administram a página na rede social, de surpresa. Elas não esperavam que o doador fosse encontrado em poucos meses. “Ficou todo mundo extasiado, sem palavras, a gente sabia que ia acontecer, mas achávamos que ia demorar”, afirma Joana Paula Carneiro.

E como regra, a única informação que a Poliana tem sobre o seu doador é de que essa pessoa não é brasileira. “Infelizmente não podemos saber quem é esse anjo”. O doador só poderá ser conhecido daqui a dois anos e se ele aceitar, caso contrário sua identidade será mantida em segredo.

O transplante está marcado para ser realizado em março de 2015. “Agora que caiu a ficha começo o processo mais minucioso, me preparar para o transplante”, diz a enfermeira. “Temos consciência que tem muita coisa para a nossa guerreira enfrentar, mas estamos vendo a luz no fim do túnel”, afirma a amiga.

Campanha

Para Joana, o objetivo foi conquistado graças a colaboração de todos que entraram na campanha. “Se não tivesse tomado [a campanha] essa proporção que tomou a gente não teria colocado ela no banco internacional de medula óssea. O Paraná todo ficou conhecendo a Poliana e tudo aconteceu pela campanha e por toda a movimentação que gerou”, avalia.

Mesmo com o doador encontrado, a divulgação na internet deve continuar. A intenção é informar as pessoas sobre a doação de medula óssea. “Eu e as meninas decidimos que a Poliana foi só a primeira. Com essa notícia a nossa força para continuar está maior do que nunca”, diz Joana.

“Eu quero agradecer muito o apoio que recebi e peço que as pessoas se mobilizem e se cadastrem como doadoras”, se sensibiliza Poliana, que faz planos para quando o tratamento terminar “Quero casar, voltar ao trabalho e ter uma vida normal. Só alegria”.

Poliana Deves recebeu o diagnóstico de câncer em abril deste ano (Foto: Arquivo pessoal)

Transplante está marcado para março de 2015 (Foto: Arquivo pessoal)

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