Após quase dois meses em Campo Grande com a pequena, que passou por cirurgia cardíaca e contraiu dengue, família agradece orações e doações e condena fake news sobre a filha

A pequena três-lagoense Maya, de um ano e seis meses, está há quase dois meses em Campo Grande. Sua história comoveu muita gente, que acompanha a evolução da menina na imprensa de Três Lagoas e Campo Grande.

A pequena passou com sucesso por uma cirurgia cardíaca. No entanto, por ter sangue O- (o mais raro dentre todos), ela precisava com urgência de doadores.

A população de Três Lagoas e de Campo Grande se mobilizou. Equipes de TV da capital acompanham o caso da pequena e filas de formaram no Hemosul.

Campanha para doação de sangue para Maya alcançou mais de 200 mil pessoas pelo Facebook do Perfil News

Quando tudo parecia que estava melhorando – Maya conseguira o sangue e estava prestes a ir para o quarto – uma reviravolta complicou tudo: a pequena recebeu o diagnóstico de dengue.

Segundo o pai da menina, Agnaldo Alves Barros, o caso é raro. “Os médicos dizem que nunca viram alguém pegar dengue dentro da UTI”, afirmou. A suspeita é que a doença tenha vindo, encubada, em uma das transfusões de sangue.

Atualização

O Perfil News conversou com o pai de Maya hoje, 19, para se atualizar sobre o estado de saúde da pequena. Segundo ele, a fase crítica da dengue, de sete dias, já passou. Mas o organismo da menina ainda está com muito líquido. Por isso, ela continua internada na UTI, entubada e sedada.

“Ela vem se recuperando, pouco a pouco. Está entubada, sedada e com as mãozinhas presas à cama, porque algumas vezes ela tentou arrancar o dreno e o acesso e os médicos preferiram fazer isso para não correr riscos”, ele disse. Agnaldo aproveitou para agradecer às pessoas que estão rezando pela saúde da filha.

Além disso, ele agradece também pelas doações que vêm sendo feitas para a família, que praticamente abandonou a vida em Três Lagoas para ficar com a menina em Campo Grande durante a internação. Sem poder trabalhar, o pai e a mãe de Maya precisam de ajuda até mesmo para comer.

Uma vakinha virtual foi criada e já arrecadou mais de R$ 1400 para a família. Mas a corrente do bem continua: para doar, basta acessar o link. E, independentemente das doações, a família pede para que as pessoas continuem rezando para a pequena sair logo dessa situação e voltar para casa.

Fake news

Inacreditavelmente, existem pessoas se aproveitando da história da bebê para “aparecer” nas mídias sociais. Nos últimos dias, vídeos e fotos da criança foram espalhados, com uma história de que ela teria câncer e receberia doações para cada compartilhamento.

É mentira. Se receber esse tipo de corrente pelo WhatsApp, não repasse. Se vir anúncios desse tipo no Facebook, denuncie.

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