01/12/2014 16h49 – Atualizado em 01/12/2014 16h49

Presa com 20 kg de cocaína, quadrilha queimou R$ 1 milhão em cheques

Os bandidos riam, embora presos, enquanto eram capturados pelas câmeras dos repórteres, quando foram apresentados à imprensa da Capital

Léo Lima com Campo Grande News

Três dos quatro acusados de integrar uma quadrilha que atuam na Capital foram presos e enquanto eram apresentados à imprensa em Campo Grande riam da situação. Todos possuem uma extensa ficha criminal por roubos. O delegado Fábio Peró, titular da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) revelou que eles são especialistas nos roubos cometidos nas saídas de bancos.

A prisão dos escrachados foi realizada por policiais da Derf. A quadrilha roubou R$ 2 milhões em cheques de uma distribuidora no bairro Caiçara, em Campo Grande. Os criminosos foram presos com 20 quilos de cocaína, avaliada em R$ 600 mil, e contaram que queimaram R$ 1 milhão em cheques.

Segundo o delegado Fábio Peró, na manhã de quinta-feira (27), o grupo invadiu a Distribuidora Santana Miró, no referido bairro da Capital, renderam quatro funcionários e roubaram R$ 2 milhões em cheques, R$ 70 mil em dinheiro, três computadores e três telefones celulares.

A partir de depoimentos de funcionários e testemunhas da ocorrência, a polícia identificou quatro envolvidos no roubo. Foram presos três: Everton Diego Niz Paixão, o Mosquito, 25 anos, Fábio Alves da Silva, o Binho, 35, e Mauri Duarte dos Santos, o Jamal, 26. O quarto envolvido, Eric Luiz Silva Correia, o Eric Neguinho, 28, está foragido e também já tinha mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas.

SELEÇÃO DE CHEQUES

Além de R$ 855 mil em cheques, que foram recuperados, o grupo foi preso com um revólver calibre 38, uma pistola 380 milímetros de uso restrito e um computador.

Os criminosos queimaram mais de R$ 1 milhão em cheques, que tinham datas antigas. Só mantiveram os cheques de dezembro deste ano a maio de 2015. O veículo Fiat Siena, usado no roubo, foi encontrado na casa de Eric Neguinho, que fica no Jardim Radialista I.

Os R$ 70 mil seriam divididos entre os integrantes da quadrilha, que inclui um criminoso preso no complexo penitenciário da Capital. No entanto, ele não teve o nome divulgado pelos suspeitos do roubo. Um ex-funcionário, que também não foi identificado, repassou informações sobre a distribuidora para o bando.

A Derf vai iniciar novas investigações com a Denar (Delegacia Especializada na Repressão ao Narcotráfico) para descobrir a origem da cocaína.

Mesmo presos, os quadrilheiros escracham a situação e riem da própria desgraça, fazendo cena hilária aos repórteres (Foto: CG News)

As lâminas de cheques que foram mantidas pelos bandidos, datadas de dezembro deste ano e para 2015 (Foto: CG News)

Armas e munições apreendias com a quadrilha (Foto: CG News)

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