30/06/2017 07h20

O ano é pré-eleitoral, mas em Mato Grosso do Sul o clima ainda é de plena calmaria. Quem se arriscou a botar a cara logo no início, foi obrigado a recuar devido a problemas passados que vieram à tona somente agora. Com tanta incerteza, ninguém sabe ainda quem dará o primeiro passo na direção do pleito de 2018. Diante desse quadro, uma coisa é certa: os próximos meses serão decisivos para quem tem a pretensão de colocar o nome para ser apreciado pelo eleitor.

Empolgação

Simpatizantes da candidatura do deputado Jair Bolsonaro (atualmente sem partido) a presidente da República circulam com adesivos em Campo Grande cujo slogan diz o seguinte: ‘Brasil acima de tudo; Deus acima de todos’. Em pesquisa recente, o militar do reserva aparece tecnicamente empatado com Marina Silva (Rede), fato que o credencia a assumir uma postura de liderança no país. Em seu 6º mandato consecutivo, conquistou alguns desafetos sem, no entanto, mudar o discurso.

Virada

Cansado de tantas mazelas na política, o povo começa a ver com bons olhos os discursos mais agudos contra a corrupção e a violência que campeiam soltas no país, artifício muito bem usado por Bolsonaro, diga-se de passagem. Além do mais, nomes com caras limpas e sem máculas começam a ser vistos pelo eleitor como a oportunidade de dar um basta às velhas raposas e promover uma profunda reformulação no jeito paroquiano de fazer política. O momento requer mudança urgente.

Ponto

Para a alegria do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o STF decidiu ontem que o plenário da Corte pode rever a homologação de acordos de delação premiada que apresentarem ilegalidades. Por maioria de votos, a Corte também decidiu manter a decisão que homologou as delações da JBS e a permanência do ministro Edson Fachin como relator dos processos. Os questionamentos sobre a legalidade dos acordos com a JBS foram levantados pela defesa do tucano, um dos citados nos depoimentos dos executivos da empresa.

Pinga fogo

Não chamem para sentar a mesma mesa os deputados estaduais Pedro Kemp (PT) e Mara Caseiro (PSDB), cujos ânimos andam bem exaltados nos últimos dias. Principalmente depois que o xiita chamou a colega de louca e andou fazendo gestos inadequados dentro do plenário do Parlamento Estadual. Não foi à toa que o comando regional do PSDB Mulher aprovou recentemente Moção de Repúdio ao nobre parlamentar. Novos rounds, dizem, estão por vir.

Escola

Parece que os irmãos Joesley e Wesley Batista, delatores do Grupo JBS, estão fazendo escola por aqui. Fontes palacianas confiáveis asseguram que já tem gente citada em denúncia de recebimento de propina pensando seriamente em entregar o ouro, ou seja, dedurando os verdadeiros envolvidos no esquema fraudulento que abalou a estrutura política sul-mato-grossense.

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